Caros amigos e visitantes, este blog não se destina em nenhuma hipótese a dar diagnósticos ou sugerir tratamentos, mas tão somente a alertar acerca de problemas de saúde. Faça um bem a si mesmo, na existência de algum problema de saúde procure um médico. Não respondo a todos os comentários, e nem em tempo real. Posso demorar dias até ter tempo de respondê-los. Perguntas sobre diagnósticos ou tratamentos devem ser feitas a um médico em consulta.
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sexta-feira, setembro 07, 2012
Dez dicas para melhorar a memória
As 10 melhores dicas de como melhorar a memória, do site www.meddybear.net, e aqui em tradução livre e com comentários.
O cérebro humano é um aparelho (se é que podemos chamá-lo assim) maravilhoso, sendo capaz de armazenar memórias de longo e curto prazo. Mas para manter seu cérebro saudável, você tem que mantê-lo ativo, ou seja, exercitá-lo todos os dias (alguém um dia disse que o cérebro é como um músculo, o que na prática não é verdade, mas como os músculos temos de mantê-lo em atividade todos os dias). E aqui vão algumas dicas para melhorar sua memória e a saúde do seu cérebro:
1. Foco - O maior boost que você pode dar ao seu cérebro quando se trata de memória, é manter o foco, a atenção, o que em teoria é óbvio, já que se não soubermos o que estamos fazendo, não nos lembraremos disso depois. Certifique-se de que sua atenção está completamente voltada para o que você quer aprender ou lembrar (é, estudar pensando na colega de classe ou no XBOX não ajuda em nada!). Evite distrações enquanto estuda ou lê, como TV, e-mails, celulares, internet, facebook! E esta é uma das maiores causas das famosas idas ao quarto ou cozinha e "o que é que eu ia fazer aqui mesmo?" ou "onde eu guardei minha chave?". Você não se lembra provavelmente por que não estava atento ao problema na hora.
2. Descanse - Durma, descanse, relaxe e tenha sua diversão. Ninguém, e nenhum aparelho trabalha cansado. Uma mente cansada não consegue focalizar a atenção, e voltamos ao problema 1. De acordo com a National Sleep Foundation, um adulto deve dormir de 7 a 9 horas por dia.
3. Beba água - Hidratação é importante para que nosso corpos funcionem de forma apropriada, inclusive nossos cérebros. Bebe água, 2 litros por dia, e evite bebidas doces, como refrigerantes.
4. Coma alimentos que nutram seu cérebro - Coma coisas que possuam antioxidantes, como abacate, castanhas, castanha do pará, nozes, frutas vermelhas como mirtilo ou morango, salmão, brócolis, semente de linhaça.
5. Use acrônimos - Quando você tentar memorizar algo, una as iniciais das palavras que você quer lembrar em uma ou mais palavras de fácil memorização, ou seja, um acrônimo. Quem não se lembra da primeira coluna da tabela periódica - Li, Na, K, Rb, Cs, Fr - Linak Roubou César na França?
6. Jogue - Um cérebro ativo é um cérebro feliz (:))). Jogue jogos que o façam pensar, como palavras cruzadas ou Sudoku.
7. Leia ou diga o que quer lembrar em voz alta - O ato de verbalizar o que se quer lembrar faz com que o estímulo (memória) seja recebido por mais de um sentido, o que o fixa mais rigidamente no cérebro.
8. Faça exercícios diários - Isso ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, o que leva a maior poder da sua caixinha de pensamento (ou seja, poeticamente o cérebro). Faça atividade aeróbica. Estudos mostram que a prática de exercícios aeróbicos leva a uma melhor performance em testes neuropsicológicos.
9. Mastigue chiclete - Estudos mostram que o ato de marcar chiclete auxilia na manutenção da atenção (Por que, ninguém sabe!). E isso ocorre com chicletes com ou sem açúcar. Mas mascar muito chiclete pode dar gastrite, então cuidado e vá com calma.
10. Limite a quantidade de tempo que você passa lendo ou estudando - Tempos curtos, mas concentrados, de estudo são melhores que longos tempos de estudo para a memória. Leia por 15 a 20 minutos, e depois leia novamente o que você leu. Isso ajuda a fixar a memória.
terça-feira, setembro 04, 2012
Quantos neurônios há no nosso cérebro?
Notícia tirada do site do The Guardian e traduzida livremente - leia mais aqui.
Quantos neurônios há no nosso cérebro? A resposta estimada era de 100 bilhões, até há algumas semanas. Mas a resposta parece ser um pouco menos que isso.
De acordo com a pesquisadora brasileira Dra. Suzana Herculano-Houzel, do Rio de Janeiro, ninguém sabia exatamente de onde o número de 100 bilhões havia saído, e como se havia chegado a ele. A pesquisadora chegou a um número mais concreto a partir de um trabalho de pesquisa impressionante. O seu grupo coletou cérebros de cadáveres adultos masculinos com as idades de 50, 41, 54 e 71 anos, e que haviam falecido de doenças não neurológicas. Todos haviam doado seus cérebros para pesquisa. O grupo de pesquisadores transformou o que a Dra. Suzana chama de "sopa de cérebro".
O método envolve dissolver as membranas celulares dentro do cérebro, e criar uma mistura homogênea de todo o conjunto, uma massa. Pega-se então uma amostra desta sopa, conta-se o número de corpos celulares de neurônios (claro que há as outras células não neuronais, as células da glia, descritas em tópico neste blog), e extrapola-se este número para se ter o número completo.
Este método é mais vantajoso que o mais conhecido, ou seja, contar o número de neurônios em uma parte isolada de um cérebro e a partir daí extrapolar o número completo de neurônios (que tem lá seus problemas, já que o número de neurônios não é o mesmo de uma região do cérebro para outra, além de que em algumas regiões cerebrais, os neurônios estão bem mais unidos e agrupados que em outras, dificultando a contagem).
Mas qual é o número? Em média, de acordo com Dra. Suzana, o cérebro humano possui 86 bilhões de neurônios, 14 bilhões a menos do que se pensava. Mas para quem pensa que é uma pequena diferença, 14 bilhões é o número de neurônios que há no cérebro de um babuíno, ou quase metade do número de neurônios do cérebro de um gorila.
Mas então, o que faz nosso cérebro especial? De acordo com a Dra. Suzana, nós temos uma quantidade de células cerebrais muito maior que outras espécies de primatas, o que é energeticamente muito caro para nosso corpo (estima-se que cerca de 20 2 5% de nossa energia total é gasta para manter nosso cérebro funcionando).
Mas, na humilde opinião do escritor deste blog, não é somente o número de neurônios que importa, mas as conexões que eles fazem uns com os outros que nos tornam também quem somos.
segunda-feira, agosto 06, 2012
O sono e o seu cérebro
Notícia tirada do site da revista Superinteressante:
A falta ou privação de sono leva às suas consequências, como perda de reflexos, cansaço, perda de memória, lentidão de pensamento e muitas vezes confusão mental. O que ocorre é um aumento na atividade cerebral, mas de forma prejudicial.
Um estudo feito na Universidade de Milão, Itália, e publicado em uma revista de alto impacto, a Cerebral Cortex, demonstra que o cérebro vai ficando mais ativo, mais sensível a estímulos e mais alerta à medida que o tempo de insônia aumenta.
O estudo, que utilizou voluntários humanos que ficaram sem dormir por 8, 12 e 32 horas, usou uma técnica recentemente introduzida na prática clínica, a estimulação magnética transcraniana, para estudar o comportamento dos neurônios. O estímulo magnético, elétrico, nos neurônios privados de sono demonstrou que as células respondiam de forma agitada às descargas elétricas, com picos mais fortes e imediatos.
Isso tem relação com a epilepsia, doença onde há aumento das descargas neuronais de forma anormal, patológica. Há muito tempo que se sabe que epilépticos ficam mais propensos a crises convulsivas se forem privados de sono, mesmo sob tratamento medicamentoso.
Já pacientes que apresentam depressão severa, segundo o artigo, por terem atividade cerebral abaixo do normal, podem ter ligeira e temporária melhora do desempenho cognitivo se ficarem sem dormir (não faça isso a menos que o seu médico o aconselhe a tal).
O porquê disso deve-se, provavelmente, ao fato de que na vigília, os neurônios estão sempre em atividade, formando novas ligações neuronais, as sinapses. Quanto mais tempo passamos sem dormir, ou seja, acordados, mais sinapses são formadas. Mas muitas destas sinapses são irrelevantes, e acabam por serem destruídas. O sono, entre tantas funções, parece ajudar a passar uma borracha nas sinapses desnecessárias e a lapidar as necessárias, impedindo, entre outras coisas, sobrecargas neuronais. É por isso que é difícil aprender ou memorizar coisas novas quando estamos sonolentos, pois para isso formamos novas sinapses, que devem ser consolidadas durante o sono. E se o sono não vem, daí... você já sabe.
A falta ou privação de sono leva às suas consequências, como perda de reflexos, cansaço, perda de memória, lentidão de pensamento e muitas vezes confusão mental. O que ocorre é um aumento na atividade cerebral, mas de forma prejudicial.
Um estudo feito na Universidade de Milão, Itália, e publicado em uma revista de alto impacto, a Cerebral Cortex, demonstra que o cérebro vai ficando mais ativo, mais sensível a estímulos e mais alerta à medida que o tempo de insônia aumenta.
O estudo, que utilizou voluntários humanos que ficaram sem dormir por 8, 12 e 32 horas, usou uma técnica recentemente introduzida na prática clínica, a estimulação magnética transcraniana, para estudar o comportamento dos neurônios. O estímulo magnético, elétrico, nos neurônios privados de sono demonstrou que as células respondiam de forma agitada às descargas elétricas, com picos mais fortes e imediatos.
Isso tem relação com a epilepsia, doença onde há aumento das descargas neuronais de forma anormal, patológica. Há muito tempo que se sabe que epilépticos ficam mais propensos a crises convulsivas se forem privados de sono, mesmo sob tratamento medicamentoso.
Já pacientes que apresentam depressão severa, segundo o artigo, por terem atividade cerebral abaixo do normal, podem ter ligeira e temporária melhora do desempenho cognitivo se ficarem sem dormir (não faça isso a menos que o seu médico o aconselhe a tal).
O porquê disso deve-se, provavelmente, ao fato de que na vigília, os neurônios estão sempre em atividade, formando novas ligações neuronais, as sinapses. Quanto mais tempo passamos sem dormir, ou seja, acordados, mais sinapses são formadas. Mas muitas destas sinapses são irrelevantes, e acabam por serem destruídas. O sono, entre tantas funções, parece ajudar a passar uma borracha nas sinapses desnecessárias e a lapidar as necessárias, impedindo, entre outras coisas, sobrecargas neuronais. É por isso que é difícil aprender ou memorizar coisas novas quando estamos sonolentos, pois para isso formamos novas sinapses, que devem ser consolidadas durante o sono. E se o sono não vem, daí... você já sabe.
domingo, julho 01, 2012
Por que sentimos algo gelado correr pela cabeça de vez em quando?
Você já deve ter se deparado com a seguinte situação:
Você sente uma dor de cabeça, pode ser a primeira vez ou a enésima vez, com ou sem estresse ou ansiedade, e durante ou ao final da dor, ou durante um pico de estresse, sente algo gelado escorrer pela cabeça, podendo ir até o pescoço. Passa a mão na cabeça, e não há nada lá, só cabelo!! O que pode ser isso?
O nosso cérebro adora pregar peças em nós, e esta pode ser mais uma delas. Muitas pessoas podem vir a sentir coisas estranhas, como dormências ou formigamentos, ou sensação de algo gelado ou quente em algum lugar do corpo, e um médico pode virar esta pessoa do avesso e não encontrar nada de anormal com seus órgãos. Muitas destas sensações são produzidas por estimulação anormal do cérebro, em situações as mais diversas.
A estas sensações, além das clássicas (sensação de dormência ou como formigas nos picando, ou minúsculas agulhas sendo enfiadas em nossa pele, ou calor sem causa aparente), chamamos de parestesias. As parestesias podem ser sensações produzidas por nosso cérebro, podendo ocorrer em situações de estresse, medo ou ansiedade (quem já não sentiu, durante um situação extremamente estressante ou durante um ataque de ansiedade, formigamentos e sensações estranhas na cabeça, peito ou braços?) ou podem ser consequência de algo orgânico, alguma lesão no cérebro ou nos nervos que vão ou vêm da pele, como derrames, lesões pelo vírus do herpes (herpes zoster) ou lesões dos nervos causadas pelo diabetes.
No entanto, nestes casos, as parestesias ocorrem em um lado do corpo, no caso dos derrames, sendo persistentes e vindo com fraqueza e/ou perda de sensibilidade do lado afetado; em uma segmento de um lado do corpo, geralmente uma faixa no peito ou na barriga, no herpes zoster, quase sempre vindo acompanhadas de lesões da pele, bolhas com base avermelhada (o famoso cobreiro); ou nos dois pés podendo subir para as pernas no caso do diabetes e outras causas de problemas nos nervos. E mais, há alterações no exame clínico do paciente (exame físico feito pelo médico em consultório) e nos exames complementares, como eletroneuromiografia ou tomografia de crânio.
O que pode estar acontecendo é que, durante uma crise de enxaqueca ou qualquer tipo de dor de cabeça, mesmo as mais leves, ou após uma batida na cabeça, ou durante ou após uma crise de estresse ou ansiedade, ocorre estimulação de várias estruturas cerebrais por várias substâncias liberadas de forma exaustiva dentro das terminações nervosas. Substâncias como a noradrenalina, a serotonina, e a histamina acabam populando as sinapses nestas situações. Estas substâncias acabam por desencadear sensações anormais em uma região da cabeça onde fica o gânglio trigeminal (o gânglio do nervo trigêmeo, que leva a sensibilidade à face e ao couro cabeludo). A estimulação deste nervo pode levar a dor, ou sensações anormais como formigamentos, calor ou frio local.
Fora isso, alterações nos vasos da pele da parte de trás da cabeça, com os vasos dilatando e contraindo, podem levar a sensações anormais durante uma crise de enxaqueca ou uma crise de ansiedade.
Além disso, o nervo trigêmeo comunica-se com os nervos que vão para o pescoço dentro do tronco cerebral (o que explica por que a enxaqueca pode causar dor na nuca), e esta comunicação acaba por desencadear também estimulação sensitiva da pele do pescoço, sentida como dormência, formigamento, ou frio local, mesmo sem nada frio por lá.
Observe abaixo:
![]() |
| http://4.bp.blogspot.com/_cXxLx3C7W7g/TUViAI3cOTI/AAAAAAAAAxc/tJAhOjvFfpQ/s1600/trigeminal_nerve.jpg |
Esta figura demonstra o nervo trigêmeo saindo do tronco cerebral. No meio da figura, você vê uma estrutura amarelada em forma de bola, o gânglio trigeminal. O trigêmeo é o responsável pela inervação da face (leia mais aqui).
Dentro do tronco cerebral, o nervo comunica-se com estruturas que vão inervar o pescoço, daí a relação íntima entre dor de cabeça e dor nucal.
Fora isso, as mesmas situações que desencadeiam sintomas estranhos na cabeça podem causar sintomas estranhos em outros locais do corpo, por que o sistema nervoso é intricado e prolonga-se pelo corpo todo através dos nervos, mas também pela alteração dos vasos da pele, que podem dilatar ou contrair em resposta ao estresse, e por conta de várias substâncias liberadas na circulação, como os hormônios, os principais sendo o hormônio glicocorticoide e o ACTH, e que podem levar a sensações estranhas e desagradáveis pela sua ação sobre a pele, os nervos e os vasos da pele.
O medo da maior parte dos pacientes é de estar tendo um derrame, ou pior, um aneurisma. Calma, essa não é a regra aqui. Na maior parte das vezes a sensação é benigna e logo passa.
Mas se você nunca sentiu isso, se esta sensação lhe parece estranha e nova, se a sensação vem acompanhada de fraqueza em alguma parte do corpo, perda de visão, alteração da fala ou do andar (marcha), se a sensação vem junto com a pior dor de cabeça de sua vida, vá imediatamente a um médico.
segunda-feira, maio 14, 2012
Caminhada tem impacto positivo contra depressão
Notícia tirada do site UOL ciências (leia aqui)
Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia. Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.
O novo estudo publicado na revista científica Mental Health and Physical Activity afirma que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão" e tem resultados similares aos de formas mais vigorosas de exercício. O estudo da Universidade de Stirling analisou dados de oito pesquisas com um total de 341 pacientes.
"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.
Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto. Ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada.
Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida. Apesar de o problema poder ser tratado com medicamentos, a prática de exercícios é muitas vezes prescrita por médicos como tratamento contra formas mais brandas da doença.
Ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à depressão. Os pesquisadores dizem que eles podem funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios do "bom-humor".
A ONG de saúde mental Mind diz que suas próprias pesquisas indicam que só o fato de passar tempo ao ar livre já ajuda pessoas com depressão.
"Para aproveitar ao máximo as atividades ao ar livre, é importante encontrar um tipo de exercício que você goste e que possa fazer regularmente. Tente coisas diferentes, como caminhar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou até nadar na natureza", aconselha Paul Farmer, presidente da ONG.
"Fazer exercícios junto a outras pessoas pode ter um impacto ainda maior, já que oferece uma oportunidade de reforçar laços sociais, conversar com outras pessoas sobre seus problemas ou simplesmente rir e aproveitar o tempo longe da família e do trabalho. Então, peça a um amigo para se juntar a você."
Exercício altera o modo como o cérebro reage à visão de alimentos, mostram estudos
Notícia tirada do site da UOL Ciências (leia aqui)
Algumas pessoas reagem à prática de exercícios físicos comendo mais. Outras comem menos. Por muitos anos, os cientistas acreditaram que as alterações hormonais, estimuladas pelos exercícios, ditavam se o apetite das pessoas aumentava ou diminuía depois dos treinos. Agora, porém, a nova neurociência está indicando uma outra causa provável. O exercício pode influenciar a vontade de comer, sugerem dois estudos recentes, alterando o modo como certas partes do cérebro reagem à visão de alimentos.
Em um dos estudos, os cientistas levaram 30 jovens, homens e mulheres fisicamente ativos para duas sessões experimentais nas quais tiveram a cabeça coberta por bobinas de ressonância magnética funcional para monitorizar a atividade das porções do cérebro conhecidas como sistema de recompensa alimentar, que incluem a ínsula (de nome poético), o putâmen e o opérculo rolândico. Essas regiões do cérebro controlam nosso gosto por uma comida e desejo de comê-la. Em geral, quanto mais atividade houver nas células que as compõem, mais teremos vontade de comer.
Observe a ínsula:
![]() |
| http://www.auladeanatomia.com/neurologia/insula.jpg |
Observe que ela fica dentro do cérebro, e tem esse nome por que parece uma ilha no interior do cérebro, daí o nome ínsula (insulae) em latim, ilha.
O putâmen, você pode ver melhor aqui. Já o opérculo rolândico é essa região em verde abaixo, e cujo nome deriva da grande cisura (espaço entre giros cerebrais) chamada de Cisura ou Sulco de Rolando:
| http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b3/Operculum.png/250px-Operculum.png |
Porém, não estava claro como o exercício altera o sistema de recompensa alimentar. Para descobrir isso, os pesquisadores pediram que os voluntários se exercitassem vigorosamente em bicicletas ergométricas computadorizadas ou ficassem calmamente sentados durante uma hora antes de se acomodarem nas mesas de ressonância magnética. Na segunda sessão, os voluntários trocavam de atividades.
Imediatamente depois, os participantes assistiram ao disparo de uma série de fotos em telas de computador. Algumas retratavam frutas, vegetais ou grãos nutritivos de baixo teor de gordura, enquanto outras exibiam cheeseburgers, sundaes e biscoitos resplandecentes. Algumas fotos que não eram de alimentos foram intercaladas na série.
O sistema de recompensa alimentar dos voluntários que ficaram sentados por uma hora se manifestou, especialmente depois de verem as imagens de itens açucarados e de alto teor de gordura.
Contudo, se tivessem se exercitado antes, durante uma hora, essas mesmas pessoas teriam mostrado um interesse muito menor na comida, de acordo com o exame cerebral realizado nelas. Sua ínsula e outras partes do sistema de recompensa alimentar teriam se mantido relativamente tranquilas, mesmo frente aos sundaes.
Embora os cientistas não tenham seguido os voluntários para verificar se eles se alimentaram em um restaurante do tipo coma-quanto-puder nos dias em que se exercitaram, eles disseram, ao responderem o questionário, que se sentiram muito menos interessados em procurar outros alimentos após praticarem o exercício do que após descansarem.
terça-feira, maio 08, 2012
Qual a capacidade "digital" do cérebro humano?
Notícia tirada do site do Estadão (leia mais aqui)
Calcula-se que a capacidade de armazenamento da mente humana situe-se entre 10 e 100 terabytes (só para lembrar, 1 terabyte = 1024 gigabytes; 1 gigabyte = 1024 megabytes). Mas estima-se que a variação seja ainda maior, entre 1 e 2560 terabytes (ou 2,5 petabytes; e 1 petabyte [eu também nunca havia ouvido falar nessa unidade] é igual a 1024 terabytes).
Para calcular isso, deve-se considerar que o cérebro humano contém 100 bilhões de neurônios (fora as outras células, em número ainda maior), e que cada neurônio, a célula de "armazenamento de dados" é capaz de realizar mil conexões, ou seja, cada neurônio pode realizar mil sinapses que armazenam dados. Agora, multiplique isso por 100 bilhões, e teremos 100 trilhões de pontos de dados, ou 100 terabytes de informação (interessante não?)
Entretanto, estes cálculos são muito simplistas, pois supõem, em primeiro lugar, que cada sinapse armazene somente 1 byte de informação (o que pode ser errôneo, podendo ser ainda mais alta ou mais baixa). Fora isso, para que esses cálculos sejam corretos, deve-se admitir que cada sinapse transmita somente informações binárias (1 bit), ou seja, sim ou não, liga ou desliga, 0 ou 1, e isso pode não ser verdade. E podem existir sinapses que façam conexões ainda mais complexas, o que dificulta o cálculo.
Fora isso, as sinapses não são completamente independentes, e podem ser necessárias várias para transmitir uma única informação. Então, isso pode aumentar a capacidade cerebral, dependendo do quão frequentemente isso ocorre (logo, podemos inferir, baseada nesta única informação, e sabendo-se que pessoas que recebem mais estímulos possuem maior número de sinapses, a capacidade cerebral pode variar entre pessoas, para mais ou para menos).
E mais, não se sabe o que é utilizado e o que é espaço "livre" no nosso "disco rígido". O cérebro é muito mais complexo do que um disco rígido. Não só algumas partes parecem estar envolvidas em muitas memórias ao mesmo tempo, mas os dados armazenados com frequência são corrompidos e perdidos.
Assim, qual seria a velocidade de processamento do cérebro, em mega-hertz? É bom dizer que o cérebro é uma máquina muito poderosa, formada de processadores muito mais lentos. Cada neurônio teria uma "velocidade de processamento" na ordem de quilo-hertz, que é um milhão de vezes mais lento do que o giga-hertz - a velocidade de processamento de um smartphone é de cerca de um giga-hertz. Por isso, os computadores são mais rápidos para completar tarefas especializadas, embora não consigam reproduzir todas as várias funções do cérebro humano.
O cérebro é extraordinariamente econômico em termos de energia: roda a 12 watts - eletricidade que usamos para acender algumas lâmpadas que economizam energia. Seria necessária muita energia para rodar um computador tão poderoso como o cérebro, talvez um gigawatt de energia, o consumo de Washington - o que seria impraticável.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Por que nós piscamos os olhos?
Notícia tirada deste site.
Todos temos de limpar e umedecer os olhos, e esta é a função básica do piscamento. Cada vez que piscamos, secreções salinas das glândulas lacrimais varrem a superfície da córnea, retirando pequenas partículas de poeira e lubrificando a porção exposta dos olhos. Muito intuitivo e funcional.
Observe a glândula lacrimal nesta figura. Ela fica na porção lateral, acima do olho, mas o conduto lacrimal, por onde sai a lágrima, deságua pela porção interna do olho, e comunica-se com a cavidade nasal. :
Normalmente, piscamos a cada 4 a 6 segundos, mas em locais onde há poeira ou fumaça, piscamos ainda mais. Pacientes com doenças que limitam o movimento, como a doença de Parkinson, piscam ainda menos, pela pouca quantidade de movimentos voluntários e automáticos, como o piscamento.
Observe a glândula lacrimal nesta figura. Ela fica na porção lateral, acima do olho, mas o conduto lacrimal, por onde sai a lágrima, deságua pela porção interna do olho, e comunica-se com a cavidade nasal. :
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| http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/08/glandula-lacrimal.jpg |
Normalmente, piscamos a cada 4 a 6 segundos, mas em locais onde há poeira ou fumaça, piscamos ainda mais. Pacientes com doenças que limitam o movimento, como a doença de Parkinson, piscam ainda menos, pela pouca quantidade de movimentos voluntários e automáticos, como o piscamento.
Mas talvez o que nos passe despercebido é que piscamos mais do que é necessário para a simples função de limpar os olhos. Crianças pequenas piscam a cada minuto mais ou menos, mas adultos piscam 10 a 15 vezes por minuto.
Pesquisas demonstram que quando estamos diante de algo importante, ou seja, quando temos de manter a atenção, nós ativamente inibimos o piscamento. Nós piscamos mais quando não estamos processando ou aprendendo informações novas. Ou seja, piscamentos poderiam ser como sinais pontos de parada da mente, sinalizando uma pausa na atividade cerebral.
Nós também piscamos mais quando passamos os olhos de uma página para outra de um livro ou revista, ou de uma linha oara outra. Isso também ocorre com informações auditivas quando alguém ouve de forma atenta, piscando de uma informação a outra.
A frequência e a duração de cada piscamento variam sob diferentes condições. Pilotos em simuladores de vôo, "voando" sobre território amigo piscam mais e cada piscada dura mais tempo do que quando estão "voando" sobre território inimigo, pois aqui a aquisição de informação em tempo real é ainda mais importante. Os pilotos também param de piscar quando são detectados pelo radar inimigo e estão tentando achar mísseis e fugir deles, ou quando estão pousando o simulador.
Ainda, quando estamos cansados, piscamos mais frequentemente e por mais tempo. Quando nervosos, podemos piscar mais também.
terça-feira, novembro 22, 2011
Por que achamos graça das coisas?
Artigo tirado do site The Boston Globe - http://www.bostonglobe.com/ideas/2011/11/20/why-our-brains-make-laugh/l0OWxVcnRpzfyIheFgab5N/story.html
Por que achamos as coisas engraçacas? E por que temos senso de humor?
De acordo com Matthew Hurley, da Tufts University, nosso cérebro toma conhecimento de nosso dia-a-dia via uma série de suposições intermináveis baseadas em infromações incompletas e esparsas. Ou seja, o cérebro toma palpites do mundo, o que nos simplifica o mundo, nos dá insight (conhecimento de si mesmo) crítico das mentes dos outros, e canalizam nossas decisões. Mas erros acabam por ser inevitáveis, e mesmo uma minúscula suposição errada pode abrir portas para erros maiores e mais custosos.
O humor talves seja uma pequena recompensa que o cérebro dá a sim mesmo por procurar e corrigir nosas suposições erradas. Assim, o senso de humor seria um atrativo que mantém nossos cérebros alertas para as falhas entre nossas suposições erradas e a realidade. Muito do que consideramos comédia tira vantagem deste refçelxo cognitivo.
Em muitas situações, nossos cérebros são obrigados a antecipar constantemente o futuro fazendo suposições sobre o mundo em uma velocidade perigosa. Assim, pensamos muito sobre coisas sobre as quais ainda não sabemos, e damos nossos melhores palpites. mas isso preenche espaços mentais com lixo, pequenos erros, que podem iniciar uma cascata de erros se passarem despercebidos, levando-nos a gastar muita energia e recursos, e talve levando a verdadeiros desastres.
O ato de achafr e evitar estes erros é um trabalho crítico. Mas esta tem de competir com outras tarefas que nossos cérebros podem estar fazendo. Assim, o humor seria a recompensa do cérebro por descobrir seus erros de inferência, ou seja, seria uma auto-bajulação do cérebro.
No humor, não somente o cérebro descobre uma falsa inferência (erro), mas também simultaneamente recupera-se e se corrige. Pode-se ver isso em piadas quando, enquanto a ouvimos, temos a falsa impressão de algo que é errado, e que de repente nos é revelado como algo completamente diferente no final da piada. Após um brevíssimo momento de negatividade, com o "não é possível que seja assim", vem a risada, a gargalhada.
A habilidade de detectar o humor nos torna melhores e mais aptos, além de reduzir os erros que fazemos e pensamos.
Mas o que é universal aqui não é o contexto do humor, como muitas coisa sengraçadas para uns não o são para outros, ou são para um grupo étnico e não são para outro, mas o processo do humor. Todos temos diferentes visões, crenças, bagagem de conhecimento e entendimentos do mundo. Diferentes bagagens levam a diferentes suposições em relação ao mundo, e diferentes maneiras de encarar algo que pode ou não ser engraçado.
terça-feira, setembro 13, 2011
Por que uma lesão de um lado do cérebro leva a fraqueza do outro lado do corpo?
Esta é uma questão que intriga todos os que não trabalham com neurologia. Quando um paciente vai ao consultório do neurologista com uma tomografia de crânio e uma queixa de perda de força de um lado do corpo, por exemplo o direito, fica sempre intrigado pelo fato de o neurologista culpar uma lesão do lado esquerdo do cérebro pelo problema. Hã? Mas não deveria ser o lado direito do cérebro o culpado? Não! E aqui você vai saber o porquê.
Na medula espinhal, que é a via de conexão do resto do corpo com o cérebro, há vários tratos, ou seja, vias de fibras (os corpos dos neurônios, ou seja, os axônios, que podem ser bem grandes) que sobem e descem. Estas vias se originam de neurônios e, ou sobem para fazer ligação (sinapse) com os neurônios no cérebro, ou descem para fazer sinapses com neurônios na própria medula ou em órgãos internos. Entre estes tratos, há três que podemos considerar os principais (há vários outros, mas vamos usar estes três para exemplificação):
1. Trato corticoespinhal lateral ou trato piramidal - É um feixe de fibras descendentes responsável pela movimentação do corpo. Há um do lado direito, e um do lado esquerdo.
2. Trato espinotalâmico lateral - É um feixe de fibras que sobre a medula (ascendente) e é responsável pela sensibilidade de temperatura, dor, e tato superficial do corpo. Da mesma maneira há dois, um de cada lado.
3. Trato ou fibras da coluna posterior da medula - Conjunto de fibras que sobem pela parte de trás da medula em duas colunas distintas, responsável pela sensibilidade dita profunda, ou seja, vibração e sensibilidade de posição do corpo no espaço. Também há um de cada lado da sua medula.
Cada um desses tratos cruza para o lado oposto. O trato piramidal desce do seu cérebro, vai até o tronco cerebral e lá cruza para o lado oposto (pelo menos a maior parte, 90% dele; os outros 10% descem para ajudar a movimentação do tronco do mesmo lado). O trato espinotalâmico logo ao nascer dos neurônios da medula já cruzam para o outro lado para subir ao cérebro, e o trato posterior vai cruzar lá em cima, no tronco cerebral também. Embaixo, vai um esquema mostrando estas vias de sensibilidade da medula:
| https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS5UvVd374uJY58MV6-eXVC-AGDBlJ5Qg5TvOKKxd4LwjIrfd7N |
A via em cor de rosa é o trato espinotalâmico, e a via em verde é o trato posterior. Observe que a via cor de rosa entre na medula e já cruza para o lado oposto. Enquanto isso, a via verde vai cruzar lá em cima, já na parte baixa do cérebro, o tronco cerebral. As fibras que entram pelo lado direito são sentidas pelo hemisfério cerebral esquerdo, e vice-versa. Por isso que um derrame do lado direito dá perda de sensibilidade do lado esquerdo do corpo, e vice-versa.
Olhe esta outra figura abaixo:
![]() |
| http://4.bp.blogspot.com/-s23Cg_TpQPI/TaSJ8u-f3cI/AAAAAAAADfw/R1GtHdDDo3M/s1600/Pyramidal%2Btract.png |
Esta figura mostra o trato piramidal. As fibras que se originam do hemisfério cerbral direito descem e cruzam no tronco, lá em baixo no cérebro, e vão para o lado esquerdo, e vice-versa. Mas 10% não cruzam, e ficam do mesmo lado. Por isso que um derrame do lado direito do cérebro dá fraqueza do rosto e do corpo do lado esquerdo, e vice-versa, mas o tronco (tórax e abdome) permanecem fortes do lado fraco, por que as fibras que descem pelo mesmo lado são as que inervam estes músculos.
Agora, por que isso ocorrer? Por que as fibras cerebrais cruzam? Não se sabe! Não se conhece o motivo, como se desenvolveu isso e a partitr de que ponto da evolução do homem isso ocorreu. Sabe-se, somente, que é assim que as coisas funcionam.
segunda-feira, setembro 05, 2011
O que aconteceria se a gente usasse 100% do cérebro?
Notícia adaptada da Superinteressante de agosto de 2011
As informações são processadas através dos neurônios com a ajuda imprescindível de suas células de suporte, as células gliais (Leia aqui), e transmitidas de neurônio em neurônio através das sinapses. São o número, a variedade e a capacidade de criar e ativar sinapses, além das variáveis relacionadas às células gliais, que determinam o processamento e a capacidade mental de cada um.
Mas mesmo se todos nós fôssemos gênios, ainda assim, ninguém seria bom em absolutamente tudo. Alguns teriam facilidade para música, outros para física. Há algo, no entanto, que seria comum a todos: nosso cérebro ficaria cansado de tanto trabalho. E, exatamente como um computador, daria pau de vez em quando, nos deixando com uma bela dor de cabeça.
O cérebro é composto de várias áreas que podem ser ativadas por uma única sensação, um único estímulo. Há regiões cerebrais corticais para codificar ocores, sabores, estímulos visuais, estímulos de toque (táteis), estímulos auditivos, etc. Imagine-se cheirando uma flor. Imagine também que quando você tinha 13 anos de idade, e estava encantado pela sua amiguinha de escola, você deu esta flor a ela, mas antes sentiu o odor que saía de suas pétalas (poético). Hoje, anos mais tarde, você se depara com a mesma qualidade de flor, e ao cheirá-la vêm-lhe à memória as mesmas lembranças da garotinha daquela sua escola. Ou um odor traz-lhe à mente, imediatamente, sensações desagradáveis, como sensação de sufocamento ou desespero. Estas interações entre áreas cerebrais, entre regiões diferentes, são comuns e normais em todos nós, mas tornam-se intensas e numerosas em pessoas muito inteligentes, que conseguem fazer associações imediatas entre coisas aparentemente sem nexo, consegue tirar conclusões imediatas a partir de situações que lhe são apresentadas, ou conseguem fazer cálculos por métodos engenhosos.
É como uma pessoa que tem várias conexões sociais e profissionais. Quanto mais conexões pessoais você tiver, mais sucesso você poderá ter em sua vida social e profissional (Fonte: Esquisitologia. A estranha psicologia da vida cotidiana. Richard Wiseman. Ed BestSeller, 2008 - aliás, um ótimo livro).
segunda-feira, maio 30, 2011
Dormência nas pernas - quantas causas há?
Obs: Não posso sugerir diagnósticos sem ver o paciente em consultório. Isso caracterizaria infração ética grave. Na presença de sintomas, vá ao médico.
Dormência é uma sensação estranha, como se um parte do corpo estivesse coberta por alguma coisa, ou como se algo estivesse andando por sobre nós. Muitos pacientes comentam seus sintomas de dormência como se formigas andassem por sobre seus braços ou pernas.
Em termos técnicos, chamamos dormência de parestesias (este é o termo que você poderá ouvir de seu médico, e cujos termos provêm do grego - para significa funcionamento desordenado ou anormal, e estesia significa sensibilidade - referência).
Várias são as causas de dormência, de modo que um diagnóstico preciso somente pode ser feito mediante história clínica e exame físico e neurológico em consultório, fora exames complementares que porventura sejam necessário. No entanto, vamos aqui listar as causas mais comuns de dormência nas pernas.
1. Caso a dormência seja em uma parte de uma perna, por exemplo, no dorpo do pé, na lateral da coxa, ou na face interna da perna, podendo acometer uma ou ambas as pernas, as causas são variadas, mas a que mais preocupa são as doenças dos nervos periféricos, as neuropatias. Os nervos são os fios que saem e entram na medula, e que conectam a superfície do corpo e o exterior com o cérebro e a parte interna do corpo. Em muitos casos, uma pessoa pode acordar com dormência em uma parte da perna direita ou esquerda por que dormiu sobre a perna, ou dormiu de mau jeito, mas em outros casos, especialmente quando a dormência é constante e diária, podendo ir e voltar, podemos ter outras causas, como hipotireoidismo, diabetes, problemas renais, algumas doenças do sangue ou outras causas. Sempre deve-se procurar um médico caso a dormência persista, esteja vindo de forma frequente, ou venha acompanhada de outros sintomas, como fraqueza, alterações para andar ou para urinar/defecar.
2. Caso a dormência seja em uma perna inteira, podendo acometer também o braço do mesmo lado e o rosto do mesmo lado (menos frequentemente o rosto do lado oposto pode ser afetado, e neste caso podemos ter um derrame da parte de baixo do cérebro, o tronco cerebral), e especialmente se for de início agudo, rápido, em questão de minutos ou horas, o diagnóstico mais provável é um derrame cerebral. Nestes casos, ocorre fraqueza do lado acometido também, mas derrame somente com sintomas de dormência ou perda de sensibilidade, como perda de percepção do tato, da temperatura ou da dor, pode ocorrer, especialmente em pacientes com pressão alta mal tratada. Nestes casos, deve-se procurar um médico o mais rápido possível, por que se for realmente um derrame (às vezes pode não ser, especialmente em casos de nervosismo ou ansiedade), um diagnóstico rápido e um tratamento igualmente rápido impedem que o derrame piore, e podem até melhorar o quadro.
3. Dormência somente na perna, geralmente de um lado só, poupando o resto do corpo, pode ser um derrame, mas também pode ser alguma coisa relacionada a má circulação do membro, como em casos de insuficiência venosa periférica (varizes) ou arterial (obstrução ou oclusão dos vasos que levam sangue do coração para os membros, as artérias, e especialmente nos fumantes e diabéticos graves). Pode ainda ser alguma coisa errada na coluna ou nos nervos quem saem imediatemente da medula, as raízes e plexos nervosos. Nestes casos, a dormência é em uma parte da perna, e pode não ser na perna toda. Nestes casos, pode ainda haver dor no membro afetado, geralmente espontânea ou causada por estímulos que não causam dor. É necessário ir ao médico para diagnosticar a causa exata, e nestes casos o médico saberá fazer as perguntas certas e os exames corretos para saber a causa de sua dormência.
4. Dormência nas duas pernas, geralmente ocorrendo rapidamente, em questão de horas, e subindo até o nível da coxa ou do abdome, pode indicar problema de medula, e tem de ser avaliado por um médico o mais rápido possível. Nestes casos, geralmente há fraqueza das pernas juntamente, além de dificuldade de segurar a urina e as fezes. A polineuropatia diabética pode dar dormência nas duas pernas, mas ocorre mais lentamente, gradualmente, ao longo dos meses ou mesmo anos, geralmente começa pelos pés e vai subindo devagar, e a fraqueza pode ser sutil ou inexistente nos primeiros meses de doença, ou pode afetar somente alguns movimentos como o dobrar o pé ou os dedos dos pés para cima.
Em qualquer destes casos, não perca tempo, e procure um médico o mais rápido possível. Esta pode ser a diferença entre um sintoma persistente e a melhora sem sequelas.
Leia mais aqui
Dormência é uma sensação estranha, como se um parte do corpo estivesse coberta por alguma coisa, ou como se algo estivesse andando por sobre nós. Muitos pacientes comentam seus sintomas de dormência como se formigas andassem por sobre seus braços ou pernas.
Em termos técnicos, chamamos dormência de parestesias (este é o termo que você poderá ouvir de seu médico, e cujos termos provêm do grego - para significa funcionamento desordenado ou anormal, e estesia significa sensibilidade - referência).
Várias são as causas de dormência, de modo que um diagnóstico preciso somente pode ser feito mediante história clínica e exame físico e neurológico em consultório, fora exames complementares que porventura sejam necessário. No entanto, vamos aqui listar as causas mais comuns de dormência nas pernas.
1. Caso a dormência seja em uma parte de uma perna, por exemplo, no dorpo do pé, na lateral da coxa, ou na face interna da perna, podendo acometer uma ou ambas as pernas, as causas são variadas, mas a que mais preocupa são as doenças dos nervos periféricos, as neuropatias. Os nervos são os fios que saem e entram na medula, e que conectam a superfície do corpo e o exterior com o cérebro e a parte interna do corpo. Em muitos casos, uma pessoa pode acordar com dormência em uma parte da perna direita ou esquerda por que dormiu sobre a perna, ou dormiu de mau jeito, mas em outros casos, especialmente quando a dormência é constante e diária, podendo ir e voltar, podemos ter outras causas, como hipotireoidismo, diabetes, problemas renais, algumas doenças do sangue ou outras causas. Sempre deve-se procurar um médico caso a dormência persista, esteja vindo de forma frequente, ou venha acompanhada de outros sintomas, como fraqueza, alterações para andar ou para urinar/defecar.
2. Caso a dormência seja em uma perna inteira, podendo acometer também o braço do mesmo lado e o rosto do mesmo lado (menos frequentemente o rosto do lado oposto pode ser afetado, e neste caso podemos ter um derrame da parte de baixo do cérebro, o tronco cerebral), e especialmente se for de início agudo, rápido, em questão de minutos ou horas, o diagnóstico mais provável é um derrame cerebral. Nestes casos, ocorre fraqueza do lado acometido também, mas derrame somente com sintomas de dormência ou perda de sensibilidade, como perda de percepção do tato, da temperatura ou da dor, pode ocorrer, especialmente em pacientes com pressão alta mal tratada. Nestes casos, deve-se procurar um médico o mais rápido possível, por que se for realmente um derrame (às vezes pode não ser, especialmente em casos de nervosismo ou ansiedade), um diagnóstico rápido e um tratamento igualmente rápido impedem que o derrame piore, e podem até melhorar o quadro.
3. Dormência somente na perna, geralmente de um lado só, poupando o resto do corpo, pode ser um derrame, mas também pode ser alguma coisa relacionada a má circulação do membro, como em casos de insuficiência venosa periférica (varizes) ou arterial (obstrução ou oclusão dos vasos que levam sangue do coração para os membros, as artérias, e especialmente nos fumantes e diabéticos graves). Pode ainda ser alguma coisa errada na coluna ou nos nervos quem saem imediatemente da medula, as raízes e plexos nervosos. Nestes casos, a dormência é em uma parte da perna, e pode não ser na perna toda. Nestes casos, pode ainda haver dor no membro afetado, geralmente espontânea ou causada por estímulos que não causam dor. É necessário ir ao médico para diagnosticar a causa exata, e nestes casos o médico saberá fazer as perguntas certas e os exames corretos para saber a causa de sua dormência.
4. Dormência nas duas pernas, geralmente ocorrendo rapidamente, em questão de horas, e subindo até o nível da coxa ou do abdome, pode indicar problema de medula, e tem de ser avaliado por um médico o mais rápido possível. Nestes casos, geralmente há fraqueza das pernas juntamente, além de dificuldade de segurar a urina e as fezes. A polineuropatia diabética pode dar dormência nas duas pernas, mas ocorre mais lentamente, gradualmente, ao longo dos meses ou mesmo anos, geralmente começa pelos pés e vai subindo devagar, e a fraqueza pode ser sutil ou inexistente nos primeiros meses de doença, ou pode afetar somente alguns movimentos como o dobrar o pé ou os dedos dos pés para cima.
Em qualquer destes casos, não perca tempo, e procure um médico o mais rápido possível. Esta pode ser a diferença entre um sintoma persistente e a melhora sem sequelas.
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