Notícia tirada do site da revista Superinteressante:
A falta ou privação de sono leva às suas consequências, como perda de reflexos, cansaço, perda de memória, lentidão de pensamento e muitas vezes confusão mental. O que ocorre é um aumento na atividade cerebral, mas de forma prejudicial.
Um estudo feito na Universidade de Milão, Itália, e publicado em uma revista de alto impacto, a Cerebral Cortex, demonstra que o cérebro vai ficando mais ativo, mais sensível a estímulos e mais alerta à medida que o tempo de insônia aumenta.
O estudo, que utilizou voluntários humanos que ficaram sem dormir por 8, 12 e 32 horas, usou uma técnica recentemente introduzida na prática clínica, a estimulação magnética transcraniana, para estudar o comportamento dos neurônios. O estímulo magnético, elétrico, nos neurônios privados de sono demonstrou que as células respondiam de forma agitada às descargas elétricas, com picos mais fortes e imediatos.
Isso tem relação com a epilepsia, doença onde há aumento das descargas neuronais de forma anormal, patológica. Há muito tempo que se sabe que epilépticos ficam mais propensos a crises convulsivas se forem privados de sono, mesmo sob tratamento medicamentoso.
Já pacientes que apresentam depressão severa, segundo o artigo, por terem atividade cerebral abaixo do normal, podem ter ligeira e temporária melhora do desempenho cognitivo se ficarem sem dormir (não faça isso a menos que o seu médico o aconselhe a tal).
O porquê disso deve-se, provavelmente, ao fato de que na vigília, os neurônios estão sempre em atividade, formando novas ligações neuronais, as sinapses. Quanto mais tempo passamos sem dormir, ou seja, acordados, mais sinapses são formadas. Mas muitas destas sinapses são irrelevantes, e acabam por serem destruídas. O sono, entre tantas funções, parece ajudar a passar uma borracha nas sinapses desnecessárias e a lapidar as necessárias, impedindo, entre outras coisas, sobrecargas neuronais. É por isso que é difícil aprender ou memorizar coisas novas quando estamos sonolentos, pois para isso formamos novas sinapses, que devem ser consolidadas durante o sono. E se o sono não vem, daí... você já sabe.
Caros amigos e visitantes, este blog não se destina em nenhuma hipótese a dar diagnósticos ou sugerir tratamentos, mas tão somente a alertar acerca de problemas de saúde. Faça um bem a si mesmo, na existência de algum problema de saúde procure um médico. Não respondo a todos os comentários, e nem em tempo real. Posso demorar dias até ter tempo de respondê-los. Perguntas sobre diagnósticos ou tratamentos devem ser feitas a um médico em consulta.
segunda-feira, agosto 06, 2012
Você está em risco de ter um derrame (AVC)?
Notícia tirada do site Meddy Bear, do Facebook.
Tradução:
Você está em risco de ter um AVC?
Você tem pressão alta? Colesterol elevado? Diabetes? Excesso de peso? Problemas de coração? História familiar de derrame ou aneurisma cerebral? Você fuma?
Todos estes fatores o colocam em risco de ter um derrame.
O derrame ocorre quando há doença da circulação sanguínea cerebral, ou por um vaso obstruído (AVC isquêmico) ou por uma ruptura vascular (AVC hemorrágico). A falta resultante de oxigênio às células cerebrais prejudica a função cerebral. AVC é a terceira causa mais importante de morte nos EUA, e uma das mais 3 importantes no Brasil. Cerca de 160,000 AVC's dos 600,000 anuais dos EUA levam à morte. Atualmente, há 4 milhões de sobreviventes de AVC só nos EUA, muitos dos quais com incapacidades significantes.
Lembre-se:
Trate ou evite pressão alta, diabetes e colesterol elevado.
Pare de fumar
Faça atividades físicas regulares orientadas pelo seu médico
Vá ao médico pelo menos 1 vez por ano para check-up, ou quando ele lhe solicitar
Pare de beber álcool ou excesso.
![]() |
| https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s480x480/528616_10152011246375121_1923948936_n.jpg |
Tradução:
Você está em risco de ter um AVC?
Você tem pressão alta? Colesterol elevado? Diabetes? Excesso de peso? Problemas de coração? História familiar de derrame ou aneurisma cerebral? Você fuma?
Todos estes fatores o colocam em risco de ter um derrame.
O derrame ocorre quando há doença da circulação sanguínea cerebral, ou por um vaso obstruído (AVC isquêmico) ou por uma ruptura vascular (AVC hemorrágico). A falta resultante de oxigênio às células cerebrais prejudica a função cerebral. AVC é a terceira causa mais importante de morte nos EUA, e uma das mais 3 importantes no Brasil. Cerca de 160,000 AVC's dos 600,000 anuais dos EUA levam à morte. Atualmente, há 4 milhões de sobreviventes de AVC só nos EUA, muitos dos quais com incapacidades significantes.
Lembre-se:
Trate ou evite pressão alta, diabetes e colesterol elevado.
Pare de fumar
Faça atividades físicas regulares orientadas pelo seu médico
Vá ao médico pelo menos 1 vez por ano para check-up, ou quando ele lhe solicitar
Pare de beber álcool ou excesso.
domingo, agosto 05, 2012
Pequeno dicionário de termos médicos - Metástases cerebrais
Metástase é o termo que se dá à presença de um tumor maligno, ou câncer, longe de sua origem. Mas vamos explicar melhor.
Imagine um tumor pulmonar, um câncer. A massa formada pode crescer, e acabar invadindo outras estruturas ou tecidos ao redor. Ou as células podem cair na circulação sanguínea ou linfática (a circulação feita pelos vasos linfáticos e pelos gânglios, retirando dos tecidos a linfa, líquido presente entre as células derivado de metabolismo celular e das defesas do organismo). Quando as células acabam por cair na circulação, podem percorrer o corpo e depositar-se à distância de seu local de origem, e neste caso, distante do pulmão.
Mas qualquer câncer pode levar a metástases. Os mais comuns são os de pulmão, mama, ovário e próstata. Mas tumores de intestino e rim, por exemplo, podem metastatizar (termo que os médicos usam para definir a produção de metástases).
O cérebro é bastante vascularizado, e vários tumores malignos podem mandar suas células para o cérebro. Quando isso ocorre, temos as metástases cerebrais, que são chamadas também, neste caso, de tumores cerebrais secundários, contrastando com os tumores primários, que crescem e se desenvolvem no próprio cérebro.
Os sintomas de metástases cerebrais são semelhantes aos de um tumor ou massa cerebral qualquer, e dependem da localização onde estão.
As metástases podem ser pequenas:
![]() |
| http://radiographics.rsna.org/content/21/3/625/F4.large.jpg |
Ou grandes:
![]() |
| http://www.mypacs.net/repos/mpv3_repo/viz/full/10110/505539.jpg |
Únicas, como a mostrada acima, ou múltiplas, como na figura abaixo:
![]() |
| http://myselfshy.files.wordpress.com/2011/07/image004.jpg |
Podem ocorrer na parte anterior do cérebro (fossa anterior) ou na parte de trás (fossa posterior):
![]() |
| http://www.meddean.luc.edu/Lumen/meded/Radio/curriculum/Harrisons/Neuro/metastasis2a.jpg |
A figura acima demonstra várias metástases de um tumor de mama. Há lesões na fossa anterior (mostradas na figura à direita) e na fossa posterior (mostradas em ambas as figuras).
Mas não se preocupe, para ter metástases cerebrais, é necessário que haja um câncer em algum lugar do corpo. E as metástases são comuns com certos tipos de tumores, sendo raros com outros.
Como evitar? Faça seu check-up médico periódico rigorosamente, observe qualquer sintoma neurológico novo e reporte-o imediatamente ao seu médico, e evite alimentos gordurosos ou com muito açúcar, fumar, beber em excesso, faça atividades físicas, mantenha uma vida saudável.
Mas você que fuma pode dizer "Conheço pessoas que não fumam e morreram ou têm câncer de pulmão. E por quê, então, eu deveria parar de fumar??".
Por que o fumo não é a única causa de tumores malignos do pulmão (e também da boca, da língua, da faringe, do nariz, do cérebro, da laringe, da traqueia, do estômago, do cólon, da próstata, da bexiga, entre outros), mas é, talvez, o maior fator de risco para ele. E se você fuma, sua chance de ter um câncer aumenta, e muito.
Logo, pare de fumar e leve uma vida saudável.
Informações sobre tumores cerebrais - algo que todos os pacientes devem saber
Informação tirada do site Neurology do Facebook (veja aqui)
Os tumores cerebrais podem ser classificados em primários (quando se originam do próprio cérebro e de suas células) ou secundários ou metástases (quando são originários de tumores em outras localizações do corpo, como um câncer pulmonar ou de próstata dando metástase cerebral).
1. Os tumores primários podem ser malignos (chamados de câncer) ou benignos;
2. Podem ocorrer em qualquer idade;
3. Sua causa exata é desconhecida, havendo provavelmente uma variedades de fatores causais, inclusive genéticos (hereditários ou não);
4. Sua gradação e classificação (tumores primários) baseia-se na avaliação de sua histologia (ou seja, a avaliação microscópica do tecido tumoral);
5. Os tumores primários mais comuns em adultos são os astrocitomas, os meningeomas e o oligodendroglioma (só nome fácil, né?)
6. Já em crianças, os tumores primários mais comuns são o meduloblastoma, os astrocitomas de grau 1 ou 2 de malignidade, o ependimoma e o glioma (tumores de células gliais, de suporte) do tronco cerebral;
7. Os sintomas mais comuns de tumores cerebrais são dores de cabeças (geralmente dores novas, diárias e que pioram ao deitar ou tossir/espirrar), dormência ou formigamento em braços ou pernas, crises epilépticas, problemas progressivos de memória, alterações de humor ou personalidade, problemas de equilíbrio e para andar, náuseas e vômitos que podem acompanhar os outros sintomas, alterações de fala ou linguagem, alterações de visão ou audição. Note que tumores cerebrais geralmente dão mais do que uma queixa das acima, e o diagnóstico não se baseia em um sintomas, mas em um conjunto de sintomas;
8. Já o diagnóstico é feito pelo neurologista ou neurocirurgião, através da história clínica, exame físico e neurológico, e exames de imagem indicados pelo médico, como tomografia ou ressonância magnética do crânio;
sexta-feira, agosto 03, 2012
Efeitos da privação do sono
Artigo adaptado da página do Facebook Meddy Bear
A privação ou falta de sono pode levar a várias consequências ao organismo, algumas mais sérias, outras resolvidas apenas por uma boa noite de sono. Mas a privação crônica, como pode ocorrer na apneia obstrutiva do sono (já discutida neste blog), pode levar a consequências mais graves e para a vida toda, como obesidade, diabetes, doenças do coração, dores pelo corpo e problemas endocrinológicos.
O que quero dizer é que devemos evitar privação de sono crônica. E como?
1. Evitando consumo de álcool e outras drogas, que perturbam o ciclo sono-vigília;
2. Diminuindo ou parando de fumar, pois o fumo pode levar a insônia;
3. Praticando atividade física regular e mantendo uma dieta saudável;
4. Indo dormir cedo e indo acordar cedo (claro que um final de semana, ou um dia ou outro não vão fazer mal);
5. Evitando a obesidade, que pode levar a apneia do sono
6. Tratando as doenças que causam insônia, como hipotireoidismo, apneia do sono, problemas respiratórios, como asma, e outras;
7. Se acaso houver algum distúrbio psíquico, como ansiedade ou depressão, ou transtorno bipolar, que levam a insônia, procurar auxílio psiquiátrico apropriado para que estes problemas sejam resolvidos e a insônia aliviada;
8. Cuidando-se mais e indo ao médico regularmente (lembre-se que o médico é sempre uma visita importante para aquele que tem saúde, com o objetivo de mantê-la).
E lá vai uma figura que pode auxiliar você a entender as consequências da falta de sono, que também está em inglês (é, eu só pego coisa em inglês... mas serve também para forçar seu cérebro e mantê-lo em atividade :))):
![]() |
| https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/318856_252317788220836_190211853_n.jpg |
Uma pequena imagem do cérebro
Uma pequena imagem do cérebro, demonstrando suas áreas em várias cores, e as funções que competem a cada área. Claro que não existe uma função para cada área, como pensavam os anatomistas e cientistas de 200 anos atrás, mas há uma especialização maior de cada área. A figura está em inglês, mas ainda pode ser entendida pelos menos versados na língua de Dickens.
![]() |
| https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/384598_10152001520430121_1171687489_n.jpg |
quinta-feira, agosto 02, 2012
O sistema límbico
Você provavelmente já deve ter ouvido falar do sistema límbico. Muitas publicações leigas já mencionaram este conjunto de núcleos e vias cerebrais. Mas o que é o sistema límbico?
No cérebro, há uma via que compreende várias estruturas, localizadas em sua maior parte na porção mais profunda do cérebro, ao lado dos já descritos núcleos da base (há um tópico para cada núcleo neste blog).
Esta via, chamada de sistema límbico, compreende:
1. O hipocampo (que tem este nome por sua forma ser semelhante a de um cavalo-marinho, ou hipocampo);
2. A amígdala cerebral (que nada tem a ver com as amígdalas faríngeas, cuja inflamação leva à amigdalite);
3. Os núcleos anteriores do tálamo (falaremos mais sobre o tálamo posteriormente);
4. O septo;
5. O fórnix; e
6. O córtex límbico, uma parte do córtex cerebral.
Todas estas estruturas serão delineadas de forma superficial aqui, e mais profundamente em tópicos a parte.
Observe abaixo o sistema límbico:
![]() |
| http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/10/sistema-limbico.jpg |
Observe outra imagem abaixo:
![]() |
| http://amulhereoperineo.files.wordpress.com/2012/01/sistema_limbico1.jpg |
O sistema límbico tem como algumas responsabilidades as emoções, motivação, memória e olfato, sendo a via de entrada dos estímulos olfativos (cheiros e odores), o que pontua a relação entre certos odores e aromas e as emoções que sentimos, e que relembramos quando nos expomos àqueles odores que nos marcaram. Quem não lembra de um amor quando sente o perfume que o amado ou a amada costumava usar. Muitas vezes a sensação olfativa nos faz sentir as mesmas sensações passadas, como se elas estivessem ocorrendo agora. Um cheiro pode dar origem a uma taquicardia e sudorese, ou a um medo, anseio, ou a saudades e mesmo felicidade.
Em sua mais famosa obra "Em Busca do Tempo Perdido", Marcel Proust (veja aqui) relaciona a sua infância ao odor das madeleines, bolinhos, embebidas em chá.
Mas chega de poesia. Vamos à ciência.
As estruturas do sistema límbico já foram relacionadas, e serão agora explicadas, uma a uma:
1. O hipocampo:
Esta estrutura é uma parte do lobo temporal, e fica localizada em sua profundidade. Observe abaixo:
![]() |
| http://morphonix.com/software/education/science/brain/game/specimens/images/hippocampus.gif |
![]() |
| http://www.benbest.com/science/anatmind/FigVII22.gif |
![]() |
| http://radiofreethinker.files.wordpress.com/2011/10/16-0-1.jpg |
Bem, mas o hipocampo tem muito a ver com a memória, sendo esta a porta de entrada de muitas das memórias que acabam por se solidificar em nossa mente, ou seja, as memória de longo prazo. Fora isso, o hipocampo relaciona-se com emoções, tem um pé nos estímulos olfativos, e é justamente a região cerebral mais envolvida em crises epilépticas ditas parciais, sem perda da consciência. Muitas crises que se originam no hipocampo, mais especificamente em uma estrutura chama de uncus, começam com uma alucinação olfativa, ou seja, o paciente sente um odor desagradável, geralmente de borracha queimada, antes de ter a crise. Chamamos a estas crises de crises uncinadas.
2. A amígdala
Esta é outra amígdala, como já falado. Observe abaixo:
![]() |
| http://2.bp.blogspot.com/-5A4W1rVC_Mw/TVjOf3xMKJI/AAAAAAAAB5A/M-smM_zazsk/s1600/amygdala.jpg |
3. Os núcleos anteriores do tálamo
O tálamo é o que chamamos de relé, ou seja, todos os estímulos que vêm e que voltam para a periferia do corpo, ou que entram e saem do cérebro, passam por ele. O tálamo é uma estrutura de ligação, de manipulação dos estímulos. Observe abaixo:
| https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcQyb09argrh1mq-EbiPlBpJFDbduhN0SBMdETKkRfwlg2IQ5_8F |
![]() |
| http://www.sistemanervoso.com/images/anatomia/cerb_01.jpg |
4. O septo e o fórnix
O fórnix é uma via de ligação entre o hipocampo e amígdalas com outras estruturas, como os núcleos septais e os corpos mamilares, ou seja, é um trato de conexão, e dos mais importantes.
Observe abaixo:
![]() |
| http://www.auladeanatomia.com/neurologia/fornix.jpg |
![]() |
| http://www.monografias.com/trabajos52/psicologia-salud/ps30.jpg |
Observe abaixo:
| https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcTALxUCctlK3hy_8R0jOBoaywiNq5exG60Rl-O0TISBpRyebXUjcA |
5. Os corpos mamilares
Estas pequenas estruturas da base do crânio têm este nome (também dado de forma muito criativa) por que se parecem com duas mamas. Observe abaixo, apontados com setas:
![]() |
| http://jswood.files.wordpress.com/2007/11/for-blog-10.jpg |
![]() |
| http://iupucbio2.iupui.edu/anatomy/images/Chapt15/FG15_12b.jpg |
6. O córtex límbico
Várias são as partes do córtex relacionadas ao sistema límbico, perfazendo a conexão entre as estruturas do sistema e conectando o sistema límbico com o restante do cérebro e do córtex, permitindo a associação entre a memória, prazer, medo e recompensa com estímulos visuais, táteis, motores, sensitivos, e outros. Temos o giro parahipocampal, que parece desempenhar função na formação de memória espacial, ou seja, de localização no espaço, o giro do cíngulo, que também têm funções autonômicas, ou seja, regulação da frequência cardíaca, da pressão arterial, além de modulação das funções de atenção e memória, e o giro denteado, que parece contribuir para novas memórias.
Observe abaixo:
Os giros parahipocampal e o giro do cíngulo são demonstrados abaixo:
![]() |
| http://www.inec-usp.org/cursos/curso%20VII/fig_III.jpg |
![]() |
| http://www.sistemanervoso.com/neurofisiologia/14_images/14_clip_image022.jpg |
O sistema límbico portando influencia o sistema endócrino e as funções cardíacas, respiratórias e circulatórias do corpo, relaciona-se com o prazer através de conexões com o núcleo acumbens, centro responsável pelo prazer e que desempenha papel na excitação e na libido, podendo também ser relacionado ao abuso de drogas.
Observe o núcleo acumbens abaixo:
| http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ2FIKiFuKH8Z6WwZ0nSWVQqoHplns172Sja6nEaxD8fD_7SzFepRmqcGyW7A |
terça-feira, julho 10, 2012
Pequeno dicionário de termos médicos - Dor miofascial
A dor miofascial, diferente da dor muscular simples, é algo mais complexo, e que pode não refletir a verdadeira localização da dor. Ficou boiando? Vamos explicar mais:
A dor causada por uma lesão muscular por trauma físico ou simplesmente exercícios físicos mais intensos é bem localizada aos músculos dolorosos, dura poucos dias, e logo melhora com o tratamento direcionado para a lesão, ou seja, massagem, hidratação, compressas mornas ou frias, e analgésicos.
Mas a dor miofascial é diferente, por que é crônica, persiste, e não localiza bem o ponto de dor. A dor miofascial geralmente decorre de uma contração muscular repetitiva, por movimentos ocupacionais (no trabalho) ou em atividades de lazer/hobbies, ou por estresse muscular (referência). A dor miofascial, se não tratada de forma correta, não somente persiste, mas piora com o passar do tempo.
A base da dor miofascial são os chamados trigger points ou pontos-gatilho musculares, algo que não existe na dor muscular típica, comum. Um autor, chamado Simmons, em 1990 forneceu informações importantes a respeito da dor miofascial:
"A dor miofascial é um complexo de sintomas sensitivos (dor), motores (pode haver fraqueza subjetiva por dor do músculo acometido) e autonômicos (alterações intestinais, náuseas com a dor) causados pela presença de pontos-gatilho miofasciais" (Referência).
No mesmo trabalho, o mesmo autor fala que "os pontos-gatilho são pontos de alta sensibilidade e hiperirritabilidade muscular ou da sua cobertura fibrosa (fáscia), localizados em bandas e potos endurecidos e dolorosos dos músculos, que levam a uma resposta local de fibras musculares quando palpados, e que podem dar lugar a dor e sintomas sensitivos/autonômicos quando bem irritados, além de sintomas distantes do local de contração, os chamados alvos".
Você já passou a mão sobre um músculo que está doendo há muito tempo, geralmente no pescoço, mas podendo ocorrer em qualquer músculo, e sentiu umas bolinhas dolorosas no músculo que ora estavam lá, ora sumiam? Pois é, estes pontos são os pontos-gatilho musculares!
Observe abaixo um músculo cortado coberto por sua fáscia, uma banda fibrosa de tecido conjuntivo:
![]() |
| http://1.bp.blogspot.com/_wBitrLKxc-Q/SFaPgb67duI/AAAAAAAAAYo/q7ILUFmotB8/s400/fascia.jpg |
A fáscia é a cobertura fibrosa do músculo, tanto por fora como por dentro. O músculo é formado por fibras e fibrilas musculares, que juntam para formar as grandes formações musculares.
Observe mais abaixo:
![]() |
| http://blogdodalmo.files.wordpress.com/2011/05/musc_16.jpg |
Esta figura acima, semelhante à anterior, mostra o tendão, formação fibrosa não muscular que o músculo usa para se fixar ao osso.
Observe mais abaixo:
![]() |
| http://www.fisioterapiaesaude.com/wp-content/uploads/2010/06/fascia1.jpg |
A fáscia é essa cobertura esbranquiçada sobre e entre os músculos. Observe uma figura de um músculo humano de verdade:
![]() |
| http://www.gla.ac.uk/ibls/US/fab/images/anatomy/thighfas.gif |
Essa é a sua coxa, cortada de frente para trás. As malhas brancas entre os músculos (em um tom mais avermelhando) constituem as fáscias.
Bem, e os pontos-gatilho? Eles se espalham, de forma que um músculo com dor miofascial pode produzir dor à distância. Observe abaixo:
![]() |
| http://www.bonesdoctor.com/images/trigger_points5.jpg |
A dor miofascial do músculo trapézio, localizada atrás de suas costas, se espalha por toda esta região que você vê acima. Mais:
![]() |
| http://www.triggerpointmgmt.com/points%20drawing.jpg |
O músculo esternocleidomastoideo, este músculo com os pontos pretos sobre ele, e que você palpa na lateral de seu pescoço quando vita o pescoço para o outro lado, pode dar dor em todos estes pontos vermelhos na figura. E pode ser que aquela dor de cabeça que não o larga há semanas seja causada por dor miofascial de um músculo como este.
Mais? Lá vai:
![]() |
| http://www.myofascialtherapy.org/images/faqs-leg.gif |
Que interessante! Dor miofascial de músculos das nádegas ou da perna podem irradiar para baixo, e simular, pasmem, dor causada por uma hérnia de disco!
![]() |
| http://www.blissclinic.fi/files/tp-pect-major.gif?1289890222=1 |
Uma dor no peito pode não ser coração, mas sim dor miofascial do músculo peitoral maior!
Ou seja, a dor miofascial simula qualquer tipo de dor, inclusive dor causada por problemas abdominais. Eu mesmo tive uma dor miofascial que parecia uma fratura de costela, nem podia tocar no local. Um bom exame clínico por um bom ortopedista, e os remédios certos resolveram o problema em dias sem necessidade de radiografia.
Mas não me entendam mal, e como eu já disse neste blog várias vezes, não use as informações dadas aqui para fazer diagnósticos. Pode ser que aquela dor que começou há alguns dias seja algo realmente urgente, grave. Logo, como saber se o que eu tenho é dor miofascial?
Simples, vá a um médico. As maiores armas no diagnóstico não são radiografia ou ressonâncias, mas o questionamento correto do paciente acerca dos sintomas e o uso das mãos para palpar os pontos de dor. Simples, não é?
quarta-feira, julho 04, 2012
O que falar ao médico para que ele diagnostique de forma correta sua dor de cabeça?
Neste blog, já discutimos em alguns tópicos (leia aqui, aqui e aqui) sobre dicas rápidas e objetivas de como falar seus sintomas ao médico de forma que ele consiga fazer o seu diagnóstico.
É sempre bom lembrar que o paciente, no consultório, está sendo entrevistado, e o entrevistador, o médico, quer saber o máximo de quem se entrevista, o paciente. Sabendo o máximo, e juntando as peças deste quebra-cabeças chamado de história clínica, o médico consegue juntamente com o exame médico fazer o diagnóstico, e pedir os exames corretos para confirmá-lo.
É claro que a responsabilidade não é somente do paciente, e saber tirar uma história bem feita de um paciente é uma arte que o médico aperfeiçoa com o tempo, ou um dom inato a outros médicos.
E esta reportagem do site G1 de MS demonstra bem esta temática, como dizer os sintomas ao médico para que o mesmo consiga fazer o seu diagnóstico. E a reportagem, apesar de ser sobre dor de cabeça, pode se estender a todas as doenças, em qualquer área da medicina. Uma história bem feita e bem tirada de um paciente que sabe relatar seus sintomas é a melhor arma no diagnóstico de qualquer doença.
Parabéns ao site G1 por mais este serviço de saúde pública.
domingo, julho 01, 2012
Por que sentimos algo gelado correr pela cabeça de vez em quando?
Você já deve ter se deparado com a seguinte situação:
Você sente uma dor de cabeça, pode ser a primeira vez ou a enésima vez, com ou sem estresse ou ansiedade, e durante ou ao final da dor, ou durante um pico de estresse, sente algo gelado escorrer pela cabeça, podendo ir até o pescoço. Passa a mão na cabeça, e não há nada lá, só cabelo!! O que pode ser isso?
O nosso cérebro adora pregar peças em nós, e esta pode ser mais uma delas. Muitas pessoas podem vir a sentir coisas estranhas, como dormências ou formigamentos, ou sensação de algo gelado ou quente em algum lugar do corpo, e um médico pode virar esta pessoa do avesso e não encontrar nada de anormal com seus órgãos. Muitas destas sensações são produzidas por estimulação anormal do cérebro, em situações as mais diversas.
A estas sensações, além das clássicas (sensação de dormência ou como formigas nos picando, ou minúsculas agulhas sendo enfiadas em nossa pele, ou calor sem causa aparente), chamamos de parestesias. As parestesias podem ser sensações produzidas por nosso cérebro, podendo ocorrer em situações de estresse, medo ou ansiedade (quem já não sentiu, durante um situação extremamente estressante ou durante um ataque de ansiedade, formigamentos e sensações estranhas na cabeça, peito ou braços?) ou podem ser consequência de algo orgânico, alguma lesão no cérebro ou nos nervos que vão ou vêm da pele, como derrames, lesões pelo vírus do herpes (herpes zoster) ou lesões dos nervos causadas pelo diabetes.
No entanto, nestes casos, as parestesias ocorrem em um lado do corpo, no caso dos derrames, sendo persistentes e vindo com fraqueza e/ou perda de sensibilidade do lado afetado; em uma segmento de um lado do corpo, geralmente uma faixa no peito ou na barriga, no herpes zoster, quase sempre vindo acompanhadas de lesões da pele, bolhas com base avermelhada (o famoso cobreiro); ou nos dois pés podendo subir para as pernas no caso do diabetes e outras causas de problemas nos nervos. E mais, há alterações no exame clínico do paciente (exame físico feito pelo médico em consultório) e nos exames complementares, como eletroneuromiografia ou tomografia de crânio.
O que pode estar acontecendo é que, durante uma crise de enxaqueca ou qualquer tipo de dor de cabeça, mesmo as mais leves, ou após uma batida na cabeça, ou durante ou após uma crise de estresse ou ansiedade, ocorre estimulação de várias estruturas cerebrais por várias substâncias liberadas de forma exaustiva dentro das terminações nervosas. Substâncias como a noradrenalina, a serotonina, e a histamina acabam populando as sinapses nestas situações. Estas substâncias acabam por desencadear sensações anormais em uma região da cabeça onde fica o gânglio trigeminal (o gânglio do nervo trigêmeo, que leva a sensibilidade à face e ao couro cabeludo). A estimulação deste nervo pode levar a dor, ou sensações anormais como formigamentos, calor ou frio local.
Fora isso, alterações nos vasos da pele da parte de trás da cabeça, com os vasos dilatando e contraindo, podem levar a sensações anormais durante uma crise de enxaqueca ou uma crise de ansiedade.
Além disso, o nervo trigêmeo comunica-se com os nervos que vão para o pescoço dentro do tronco cerebral (o que explica por que a enxaqueca pode causar dor na nuca), e esta comunicação acaba por desencadear também estimulação sensitiva da pele do pescoço, sentida como dormência, formigamento, ou frio local, mesmo sem nada frio por lá.
Observe abaixo:
![]() |
| http://4.bp.blogspot.com/_cXxLx3C7W7g/TUViAI3cOTI/AAAAAAAAAxc/tJAhOjvFfpQ/s1600/trigeminal_nerve.jpg |
Esta figura demonstra o nervo trigêmeo saindo do tronco cerebral. No meio da figura, você vê uma estrutura amarelada em forma de bola, o gânglio trigeminal. O trigêmeo é o responsável pela inervação da face (leia mais aqui).
Dentro do tronco cerebral, o nervo comunica-se com estruturas que vão inervar o pescoço, daí a relação íntima entre dor de cabeça e dor nucal.
Fora isso, as mesmas situações que desencadeiam sintomas estranhos na cabeça podem causar sintomas estranhos em outros locais do corpo, por que o sistema nervoso é intricado e prolonga-se pelo corpo todo através dos nervos, mas também pela alteração dos vasos da pele, que podem dilatar ou contrair em resposta ao estresse, e por conta de várias substâncias liberadas na circulação, como os hormônios, os principais sendo o hormônio glicocorticoide e o ACTH, e que podem levar a sensações estranhas e desagradáveis pela sua ação sobre a pele, os nervos e os vasos da pele.
O medo da maior parte dos pacientes é de estar tendo um derrame, ou pior, um aneurisma. Calma, essa não é a regra aqui. Na maior parte das vezes a sensação é benigna e logo passa.
Mas se você nunca sentiu isso, se esta sensação lhe parece estranha e nova, se a sensação vem acompanhada de fraqueza em alguma parte do corpo, perda de visão, alteração da fala ou do andar (marcha), se a sensação vem junto com a pior dor de cabeça de sua vida, vá imediatamente a um médico.
sexta-feira, junho 29, 2012
Perguntas que os pacientes fazem - "Ando acordando à noite com dormência nas mãos. O que pode ser isso?"
Essa queixa lhe parece familiar? Se sim, leia até o final.
Alguns pacientes chegam ao consultório neurológico queixando-se de formigamento nas mãos durante a noite, sendo obrigados a balançar as mãos para que o mesmo suma. E isso muitas vezes incomoda tanto o paciente como seu cônjuge. Mas, o que é isso, e o que fazer se isso aparecer?
Primeiro, talvez a causa mais comum deste sintoma seja uma doença chamada de síndrome do túnel do carpo. Já discutida neste blog, a síndrome do túnel do carpo ocorre pela compressão e/ou inflamação do nervo mediano à altura do punho, em um canal chamado de túnel do carpo, ou túnel carpal. Observe abaixo:
![]() |
| http://www.clinicadamao.com/tuneld3.gif |
Na figura acima, você observa o punho aberto, com o nervo mediano (a estrutura amarela no meio da figura). Este nervo pode sofrer compressão por tecidos inflamatórios que podem aparecer em decorrência de doenças como o hipotireoidismo ou outras doenças de glândulas (endocrinológicas), em pessoas que trabalham com as mãos (como datilógrafos, empregadas domésticas, escrivães e outros), ou em portadores de doenças dos nervos periféricos, como no caso do diabetes.
Mas a síndrome do túnel do carpo não é a única causa de dormência nas mãos.
Alguns pacientes podem ter a compressão do nervo mediano em localização mais alta, como na altura do cotovelo. Acontece que o nervo passa entre as duas partes de um músculo muito fácil de palpar em si próprio, o pronador redondo. Estenda seu braço com a palma da mão para cima, e fique com seus dedos em garra sobre a parte interna da união entre o braço e o antebraço. Agora, dobre seu cotovelo a 90 graus , com os dedos sobre o local, e vire a palma da mão para baixo. Você vai sentir um cordão grosso contraindo e relaxando. Este é o músculo pronador redondo. Pronação significa justamente virar uma extremidade para dentro, e supinação o oposto.
Observe abaixo:
Esse é o seu antebraço, visto de frente (com a palma da mão voltada para quem vê a figura), e sem a pele (claro!). O músculo em azul é o pronador redondo. E o nervo mediano passa dentro dele.
Observe mais abaixo:
Olha o mediano (novamente o fio amarelo na figura da direita) passando por dentro do músculo. Em pessoas muto musculosas, em certos problemas ortopédicos, em situações onde há compressão do nervo, ou em outras doenças, o nervo pode ser comprimido ao nível do músculo, e daí ocorrer a dormência na mão (nesse caso, diferente da síndrome do túnel do carpo que pode ser bilateral, os sintomas costumam ser de um lado só; mas isso não é regra absoluta).
E alguns pacientes podem ter problemas de coluna, com hérnias de disco e protrusões discais (quase ou futuras hérnias), além de desvios da coluna e outros problemas, que podem comprimir as raízes lá em cima, e causar confusão com túnel do carpo. Muitos destes pacientes podem ter dormência não só quando deitam, mas também ao fazer certos trabalhos com os braços, levantar os braços, etc...
A compressão das raízes que saem acima da quinta e da sexta vértebras cervicais (e temos 8 vértebras cervicais com 8 raízes cervicais numeradas de C1 a C8) podem levar a sintomas semelhantes aos do túnel do carpo,mas podemos aqui também ter fraqueza seletiva de músculos servidos por estas raízes e alterações de reflexos.
Esta é sua coluna cervical (diga muito prazer, coluna cervical), com uma inflamação na altura da quinta raiz cervical e sintomas que correm até o polegar (território de inervação da quinta raiz, ou raiz de C5).
Outras doenças podem dar dormência nos braços de forma crônica, ou seja, ocorrendo há mais de 4 semanas, mas são mais raras.
As doenças que causam dormência aguda nos braços, ou seja, que se desenvolvem rapidamente em horas ou dias, ou começaram há menos de 4 semanas, são um caso a parte, e poderão ter um post a parte também.
Com relação ao diagnóstico de cada uma das doenças acima, somente seu médico saberá os testes necessários a serem realizados para confirmar (ou não) cada uma das doenças. Siga todas as orientações médicas de forma correta. E o tratamento é ditado pela doença, por cada caso, e pelo médico que acompanha o paciente.
Mas a síndrome do túnel do carpo não é a única causa de dormência nas mãos.
Alguns pacientes podem ter a compressão do nervo mediano em localização mais alta, como na altura do cotovelo. Acontece que o nervo passa entre as duas partes de um músculo muito fácil de palpar em si próprio, o pronador redondo. Estenda seu braço com a palma da mão para cima, e fique com seus dedos em garra sobre a parte interna da união entre o braço e o antebraço. Agora, dobre seu cotovelo a 90 graus , com os dedos sobre o local, e vire a palma da mão para baixo. Você vai sentir um cordão grosso contraindo e relaxando. Este é o músculo pronador redondo. Pronação significa justamente virar uma extremidade para dentro, e supinação o oposto.
Observe abaixo:
![]() |
| http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/Pronator-teres.png |
Observe mais abaixo:
![]() |
| http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/Pronator-teres.png |
Olha o mediano (novamente o fio amarelo na figura da direita) passando por dentro do músculo. Em pessoas muto musculosas, em certos problemas ortopédicos, em situações onde há compressão do nervo, ou em outras doenças, o nervo pode ser comprimido ao nível do músculo, e daí ocorrer a dormência na mão (nesse caso, diferente da síndrome do túnel do carpo que pode ser bilateral, os sintomas costumam ser de um lado só; mas isso não é regra absoluta).
E alguns pacientes podem ter problemas de coluna, com hérnias de disco e protrusões discais (quase ou futuras hérnias), além de desvios da coluna e outros problemas, que podem comprimir as raízes lá em cima, e causar confusão com túnel do carpo. Muitos destes pacientes podem ter dormência não só quando deitam, mas também ao fazer certos trabalhos com os braços, levantar os braços, etc...
A compressão das raízes que saem acima da quinta e da sexta vértebras cervicais (e temos 8 vértebras cervicais com 8 raízes cervicais numeradas de C1 a C8) podem levar a sintomas semelhantes aos do túnel do carpo,mas podemos aqui também ter fraqueza seletiva de músculos servidos por estas raízes e alterações de reflexos.
![]() |
| http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/Pronator-teres.png |
Outras doenças podem dar dormência nos braços de forma crônica, ou seja, ocorrendo há mais de 4 semanas, mas são mais raras.
As doenças que causam dormência aguda nos braços, ou seja, que se desenvolvem rapidamente em horas ou dias, ou começaram há menos de 4 semanas, são um caso a parte, e poderão ter um post a parte também.
Com relação ao diagnóstico de cada uma das doenças acima, somente seu médico saberá os testes necessários a serem realizados para confirmar (ou não) cada uma das doenças. Siga todas as orientações médicas de forma correta. E o tratamento é ditado pela doença, por cada caso, e pelo médico que acompanha o paciente.
quarta-feira, junho 20, 2012
Pequeno dicionário de termos médicos - Síndromes paraneoplásicas
Síndrome é todo conjunto de sinais e sintomas, e que podem ser causados por várias doenças.
E o que é paraneoplásico? Este termo confuso mas não tanto vem do grego
De acordo com o The Free Dictionary (link), a palavra vem do grego: para, próximo ou oposto a, neo de novo, ou seja, nova criação ou evolução, e plassein (plasia), moldar ou criar tecido.
Resumindo, neoplasia é o nome que se dá aos tumores em geral, sejam eles benignos ou malignos. Neo significa novo e plasia, massa, ou seja, uma massa nova no corpo, crescendo. Quando a neoplasia é maligna, ou seja, apresenta crescimento desordenado, rápido e destrutivo, interferindo com as funções normais do órgão onde se encontra, ou mesmo do corpo inteiro, chamamos-na de câncer.
O termo para-, como falado acima, significa proximidade ou oposição a, ou seja algo próximo ou oposto ao tumor. Mas vamos explicar o que é isso na prática.
Imagine um órgão, por exemplo, um fígado, com um tumor maligno, um câncer.
1. O câncer pode produzir dano a outros locais ou tecidos mesmo estando estes a distância. Como? Pode ser através de sua extensão para estes outros órgãos, como por exemplo, a extensão do tumor para as vias biliares, para a vesícula ou para o pâncreas. Daí, chamamos isso de invasão tumoral.
2. O tumor pode produzir metástases, ou seja, massas semelhantes a ele em locais distantes, que se propagam através das veias ou através do que chamamos de vias linfáticas, dutos separados dos vasos, mas que se comunicam com eles, e que carregam um líquido que banha as células chamado de linfa.
Observe abaixo:
![]() |
| http://www.afh.bio.br/imune/img/linfatico.gif |
O sistema linfático, representado acima, é composto dos dutos, dos gânglios linfáticos (as ínguas que crescem em crianças ou adultos com infecções, sabem?), o timo e o baço. Sua função é drenagem da linfa e proteção imune, já que o líquido tem comunicação com órgãos, como o baço, o timo e os próprios gânglios linfáticos, que armazenam e amadurecem as células de defesa, os linfócitos T e B, e os anticorpos. A função destes órgãos, é logo, a filtragem da linfa e eliminação de corpos estranhos e germes (Fonte).
3. E o tumor pode causar danos a órgãos a distância, e mesmo ao corpo todo, levando a lesões em vários locais, inclusive o sistema nervoso central, sem nem mesmo tocar nele ou invadi-lo. E este meio de lesão é realizado através das síndromes paraneoplásicas.
As síndromes paraneoplásicas (SPN) são um conjunto de doenças que têm relação íntima com tumores, malignos ou mesmo benignos, mas produtores de substâncias que causam doenças sistêmicas ou neurológicas. Falamos no tópico anterior de doenças autoimunes. Falamos das reações cruzadas. Pois bem, aqui nas SPN, o que ocorre no caso das síndromes neurológicas é um ataque imunológico, por que alguns órgãos ou estruturas do sistema nervoso, ou algumas células, como do cerebelo ou dos nervos, possuem proteínas que se assemelham a proteínas do tumor. O sistema imunológico participa ativamente do ataque ao tumor, pois este cresce de forma demasiada e sem controle, podendo haver a produção de tecido anormal e não reconhecido pelo nosso sistema imunológico.
A presença de uma SPN indica que o sistema imunológico está ativo contra o tumor, mas nem sempre é uma presença benigna, pois por vezes a síndrome é grave, podendo causar mais incapacidade do que o tumor em si.
Os anticorpos produzidos nas SPN podem atacar uma proteína da superfície celular ou do núcleo. E há vários anticorpos, alguns específicos para cada doença, como o anti-Hu ou anti-ANNA1, que ocorre em formas de doença cerebelar paraneoplásica ou uma forma de inflamação do tecido cerebral chamada de encefalite límbica, o anti-Hi, o anti-Yo na degeneração cerebelar paraneoplásica, o anti-anfifisina, na síndrome do homem rígido (uma forma de contração muscular exagerada com dor e rigidez difusa, rara), e outros anticorpos.
Há também várias síndromes paraneoplásicas, algumas mais benignas, outras mais graves, e muitas, quando corretamente diagnosticadas, sugerem a presença de um tumor. Isso por que nem sempre o tumor é o que aparece primeiro. Apesar de muitos pacientes apresentarem as SPN já no contexto do tratamento de um tumor, muitas vezes a síndrome vem primeiro, mesmo anos antes do tumor (até 5 anos de acordo com a literatura especializada) e o tumor pode aparecer logo, quando pesquisado, ou pode-se pesquisar o paciente todo sem se achar nada, o tumor só aparecendo muito tempo após (como falado acima, geralmente no máximo 5 anos após o início da SPN).
Também, deve-se ter em mente, também, que há várias causas para uma determinada síndrome, e um câncer é somente uma de várias causas. Pesquisa-se avidamente pela presença de um tumor em um paciente que apresenta uma doença que sugere muito ser paraneoplásica, mas pode-se não achar nada, agora e nem nunca, e a causa ser outra completamente diferente, como uma doença autoimune qualquer ou uma doença infecciosa.
Quanto às síndromes, há doenças dos nervos (polineuropatias), atrofia cerebelar, encefalites, doenças semelhantes a derrames, doenças musculares causadas por anticorpos contra alguns tipos de cânceres, etc...
Há uma forma de SPN muito comum chamada de miastenia gravis, discutida com detalhes neste blog, causada pela produção de anticorpos no timo contra a junção entre o nervo e mo músculo (junção neuromuscular).
O diagnóstico é feito com exames direcionados para as prováveis causas. Primeiro, deve-se diagnosticar a síndrome, ou seja, qual síndrome neurológica é, o que pode fazer muita diferença na pesquisa da causa do problema, e isso se faz com o exame clínico e neurológico. No auxílio ao diagnóstico, tanto da síndrome como da causa, podem-se colher vários exames de sangue, tomografia e ressonância da cabeça ou coluna, pesquisa de anticorpos específicos (disponível somente em certos centros), eletroneuromiografia, eletroencefalografia.
No diagnóstico do tumor, devem-se realizar exames direcionados para a provável localização e tipo do tumor, desde radiografia de tórax e tomografias a ultrassonografias e exame de sangue.
Quanto ao tratamento, isso deve ser discutido com o seu médico.
As síndromes paraneoplásicas (SPN) são um conjunto de doenças que têm relação íntima com tumores, malignos ou mesmo benignos, mas produtores de substâncias que causam doenças sistêmicas ou neurológicas. Falamos no tópico anterior de doenças autoimunes. Falamos das reações cruzadas. Pois bem, aqui nas SPN, o que ocorre no caso das síndromes neurológicas é um ataque imunológico, por que alguns órgãos ou estruturas do sistema nervoso, ou algumas células, como do cerebelo ou dos nervos, possuem proteínas que se assemelham a proteínas do tumor. O sistema imunológico participa ativamente do ataque ao tumor, pois este cresce de forma demasiada e sem controle, podendo haver a produção de tecido anormal e não reconhecido pelo nosso sistema imunológico.
A presença de uma SPN indica que o sistema imunológico está ativo contra o tumor, mas nem sempre é uma presença benigna, pois por vezes a síndrome é grave, podendo causar mais incapacidade do que o tumor em si.
Os anticorpos produzidos nas SPN podem atacar uma proteína da superfície celular ou do núcleo. E há vários anticorpos, alguns específicos para cada doença, como o anti-Hu ou anti-ANNA1, que ocorre em formas de doença cerebelar paraneoplásica ou uma forma de inflamação do tecido cerebral chamada de encefalite límbica, o anti-Hi, o anti-Yo na degeneração cerebelar paraneoplásica, o anti-anfifisina, na síndrome do homem rígido (uma forma de contração muscular exagerada com dor e rigidez difusa, rara), e outros anticorpos.
Há também várias síndromes paraneoplásicas, algumas mais benignas, outras mais graves, e muitas, quando corretamente diagnosticadas, sugerem a presença de um tumor. Isso por que nem sempre o tumor é o que aparece primeiro. Apesar de muitos pacientes apresentarem as SPN já no contexto do tratamento de um tumor, muitas vezes a síndrome vem primeiro, mesmo anos antes do tumor (até 5 anos de acordo com a literatura especializada) e o tumor pode aparecer logo, quando pesquisado, ou pode-se pesquisar o paciente todo sem se achar nada, o tumor só aparecendo muito tempo após (como falado acima, geralmente no máximo 5 anos após o início da SPN).
Também, deve-se ter em mente, também, que há várias causas para uma determinada síndrome, e um câncer é somente uma de várias causas. Pesquisa-se avidamente pela presença de um tumor em um paciente que apresenta uma doença que sugere muito ser paraneoplásica, mas pode-se não achar nada, agora e nem nunca, e a causa ser outra completamente diferente, como uma doença autoimune qualquer ou uma doença infecciosa.
Quanto às síndromes, há doenças dos nervos (polineuropatias), atrofia cerebelar, encefalites, doenças semelhantes a derrames, doenças musculares causadas por anticorpos contra alguns tipos de cânceres, etc...
Há uma forma de SPN muito comum chamada de miastenia gravis, discutida com detalhes neste blog, causada pela produção de anticorpos no timo contra a junção entre o nervo e mo músculo (junção neuromuscular).
O diagnóstico é feito com exames direcionados para as prováveis causas. Primeiro, deve-se diagnosticar a síndrome, ou seja, qual síndrome neurológica é, o que pode fazer muita diferença na pesquisa da causa do problema, e isso se faz com o exame clínico e neurológico. No auxílio ao diagnóstico, tanto da síndrome como da causa, podem-se colher vários exames de sangue, tomografia e ressonância da cabeça ou coluna, pesquisa de anticorpos específicos (disponível somente em certos centros), eletroneuromiografia, eletroencefalografia.
No diagnóstico do tumor, devem-se realizar exames direcionados para a provável localização e tipo do tumor, desde radiografia de tórax e tomografias a ultrassonografias e exame de sangue.
Quanto ao tratamento, isso deve ser discutido com o seu médico.
terça-feira, junho 19, 2012
O que são doenças autoimunes e o que elas têm a ver com o sistema nervoso?
Doenças autoimunes são um conjunto de afecções que se caracterizam por uma resposta exacerbada, anormal do sistema imunológico em qualquer lugar do corpo.
Basicamente, nosso corpo é mantido, entre outras cositas mais, por um sistema de células de defesa e ataque contra intrusos. E isso é muito interessante de saber. Você já ouviu falar de linfócitos? E de anticorpos? Pois bem, estas são apenas algumas das linhas de defesa que o corpo possui contra organismos e germes desconhecidos.
Não vou falar muito disso por que não é bem minha praia, e seria bom um alergista ou reumatologista falar mais disso (reumatologista é o médico que cuida das doenças reumáticas, autoimunes). Mas é bom saber que as alergias, por exemplo, são exacerbações da resposta normal a certos intrusos. São, na verdade, um tipo de inflamação.
Uma pessoa que tem alergia a pelo de gato, por exemplo, apresenta uma resposta exacerbada, intensa, aumentada, quando entra em contato com pelo de gato, havendo recrutamento de células as mais variadas, anticorpos, imunoglobulinas (entre elas, a IgE - imunoglobulinas são proteínas de defesa - temos a IgA, a IgM, a IgG, a IgD e a IgE), imunocomplexos (complexos de ataque a invasores), entre outras coisas.
Isso tudo leva a uma reação chamada de reação alérgica, e se for intensa o suficiente pode levar inclusive à morte. Ora, o nosso próprio sistema de defesa pode nos matar. Isso ocorre por que os órgãos onde este sistema de defesa acaba agindo pode inchar, como a laringe, a via respiratória que dá na traqueia e nos pulmões, dando o famoso edema de glote, ou pode haver inflamação na pele, podendo haver inchaço, vermelhidão, e mesmo descamação da pele como nas queimaduras (um quadro grave chamado de síndrome de Stevens-Johnson).
Mas não se desespere, essas coisas são raras.
E é sempre bom lembrar que nosso sistema imunológico tem memória, ou seja, há a produção de linfócitos e proteínas que reagem a determinados germes, a certas substâncias. E é essa memória que nos permite pegar catapora ou sarampo somente uma vez, por que nosso sistema imune reconhece e "prende e mata" os vírus da segunda vez, ou não pegar a mesma gripe duas vezes.
E quais os motivos pelos quais as doenças autoimunes se desenvolvem? Em geral, durante o ataque imunológico a alguma coisa, como uma bactéria, um vírus, ou algum organismo, pode ocorrer o que chamamos de reação cruzada, ou seja, algum órgão possui em suas células uma proteína que se parece com uma proteína na superfície da célula que está sendo atacada. Por exemplo, no caso de uma síndrome bem conhecida e já falada neste blog, a síndrome de Guillain-Barré, o ataque a uma bactéria chamada de Campylobacter jejuni, causadora de infecções do trato digestivo, pode fazer com que os nervos sejam atacados, isso por que em alguns casos, e dependendo também de variação genética, a bactéria pode ter em sua superfície uma proteína que se parece, ou que também existem na superfície dos nervos, e desencadear a reação cruzada. Mas este é somente um exemplo, e há vários outros.
E quais os motivos pelos quais as doenças autoimunes se desenvolvem? Em geral, durante o ataque imunológico a alguma coisa, como uma bactéria, um vírus, ou algum organismo, pode ocorrer o que chamamos de reação cruzada, ou seja, algum órgão possui em suas células uma proteína que se parece com uma proteína na superfície da célula que está sendo atacada. Por exemplo, no caso de uma síndrome bem conhecida e já falada neste blog, a síndrome de Guillain-Barré, o ataque a uma bactéria chamada de Campylobacter jejuni, causadora de infecções do trato digestivo, pode fazer com que os nervos sejam atacados, isso por que em alguns casos, e dependendo também de variação genética, a bactéria pode ter em sua superfície uma proteína que se parece, ou que também existem na superfície dos nervos, e desencadear a reação cruzada. Mas este é somente um exemplo, e há vários outros.
Agora, o que o sistema nervoso tem a ver com tudo isso?
Pois bem. Várias doenças autoimunes causam sintomas neurológicos. Observe bem, o sistema nervoso está distribuído pelo corpo todo. O cérebro está na cabeça, os olhos (pelo menos a retina e os nervos ópticos) fazem parte do sistema nervoso (você sabia disso?), a medula espinhal desce pela sua coluna. Já os nervos estão espalhados pelo corpo todo. Logo, o sistema nervoso é alvo fácil de várias doenças.
E mais, o sistema nervoso tem sua própria patrulha de defesa, a micróglia. E há também o que chamamos de barreira hematoencefálica ou BHE, um conjunto de pequenas defesas nos vasos cerebrais, como células dos vasos bem compactadas umas nas outras, proteção de células da glia (astrócitos) e outros componentes que impedem que qualquer coisa entre no cérebro através do sangue. Mas os nervos não têm isso.
E ainda mais, quando há uma inflamação no cérebro, a BHE se rompe, e aí que as coisas complicam, pois células do sangue como linfócitos e neutrófilos, além de células limpadoras e que comem lixo, os macrófagos, acabam por entrar no cérebro ou na medula,s fora, é claro, os anticorpos. E é aí que começa tudo.
Tudo se baseia em inflamação, o conjunto de reações celulares e liberação de substâncias (reação humoral) que desencadeia uma série de respostas fisiológicas (normais), mas que levam a respostas patológicas (anormais), com inchaço (edema), lesão celular com morte celular (necrose), disfunção celular e sintomas os mais variados.
Isso ocorre no sistema nervoso em qualquer doença que cause lesão do tecido normal. Derrames levam a inflamações, esclerose múltipla leva a inflamações. E doenças autoimunes levam a inflamações também.
E quais as doenças autoimunes que podem atacar o sistema nervoso? Praticamente todas.
Lúpus eritematoso sistêmico é uma delas, e há vários sintomas neurológicos que podem ocorrer, como derrames, vasculites (inflamação dos vasos de uma determinada região do corpo com lesão celular e obstrução do vaso com isquemia ou lesão por falta de sangue, e neste caso, vasculite cerebral), inflamações dos nervos, e mesmo quadros psiquiátricos.
Idosos com idade maior que 60 anos, em geral, podem ter uma doença chamada de arterite temporal, uma forma de vasculite de artérias da cabeça que pode levar a dor de cabeça, dor para mastigar, dor à palpação ou mesmo toque da têmpora, e perda da visão. Idosos que nunca tiveram dor de cabeça devem ser pesquisados com exame de sangue à procura desta doença, por que ela é tratável, e o tratamento impede o paciente de ficar cego.
Outras doenças como a (lá vêm nomes doidos) poliarterite nodosa ou PAN leva a doença de pequenos vasos podendo dar o que chamamos de neuropatia, ou seja, doença dos nervos que vão para as pernas e pés, com dormência, formigamentos, dor, e mesmo perda de sensibilidade e força nos pés e mãos. É mais comum em pessoas idosas, e mais em homens. A granulomatose de Wegener, a púrpura de Henoch-Schölein, a doença de Churg-Strauss, são todas vasculites que podem acometer o sistema nervoso.
A síndrome de Sjögren é uma forma de vasculite que cursa com olhos e boca secos, podendo dar sintomas semelhantes a AVC (derrame) e problemas de nervos, além de doença a medula espinhal (mielite).
A esclerodermia pode levar a lesões vasculares cerebrais e doenças dos nervos.
E há doenças autoimunes que não são vasculites, como a própria esclerose múltipla, que é classificada nesta categoria também. A síndrome de Guillain-Barré e outras formas de doenças crônicas dos nervos também são autoimunes.
Ou seja, doenças autoimunes podem ser puramente neurológicas, como as descritas no parágrafo anterior, ou mais sistêmicas, mais generalizadas, como as descritas desde o começo deste artigo.
O diagnóstico é clínico, feito pelos sintomas e história do paciente, mas exames de sangue e exames de imagem como ressonância magnética e exame do líquido da espinha ajudam no diagnóstico.
Quanto ao tratamento, sua discussão é demorada e não cabe neste blog. Por serem várias doenças, e muitas terem um tratamento diferente, é melhor que o paciente e/ou familiares discutam com seus médicos a melhor forma de tratamento.
Assinar:
Postagens (Atom)
































.jpg)
