Aqui vão mais algumas informações para antes da consulta:
1. Não tente nomear seus sintomas, ao menos que você saiba o nome deles. Por exemplo, todos sabemos o que é uma dor de cabeça, uma tontura que roda, ou uma fraqueza. Uma dor então nem se fala. Mas se você estiver sentindo uma sensação de tontura que não saiba explicar, uma dor mal localizada, uma sensação estranha, diferente, ou qualquer outro sintoma sobre o qual você pouco sabe, descreva o que você sente ao invés de dar nomes. Mas descreva em detalhes, como começou, onde começou, por onde começou, a intensidade, se começou devagarzinho ou muito rapidamente. Um exemplo, se você sente dor, algo que é interessante relatar é a intensidade da mesma, até para podermos avaliar a evolução da dor ao longo do tratamento, já que dor é algo subjetivo, somente quem sente dizer como ela é. Então, você pode até dizer dor leve, moderada ou intensa, mas é mais interessante classificar em números de 0 a 10, onde 0 é a ausência de dor, sem dor alguma, e 10 é a pior dor da vida. Uma dor moderada portanto se situaria entre 4 e 6. Isso pode valer também para fraqueza ou para tontura.
2. Tonturas podem ser de três tipos básicos: Rotatória, como se você estivesse em um redemoinho; Oscilatória, como se você estivesse em um barco, ou pisando em ovos ou em gelo; e como um mal-estar, nem rodando nem balançando, mas como se a cabeça estivesse vazia ou você estivesse com risco de desmaiar. Essas informações são extremamente úteis, e ajudam o médico no diagnóstico.
Caros amigos e visitantes, este blog não se destina em nenhuma hipótese a dar diagnósticos ou sugerir tratamentos, mas tão somente a alertar acerca de problemas de saúde. Faça um bem a si mesmo, na existência de algum problema de saúde procure um médico. Não respondo a todos os comentários, e nem em tempo real. Posso demorar dias até ter tempo de respondê-los. Perguntas sobre diagnósticos ou tratamentos devem ser feitas a um médico em consulta.
quarta-feira, maio 18, 2011
segunda-feira, maio 16, 2011
Dicas rápidas para os pacientes 1
Paro rapidamente o tema Anatomia para discutir alguns tópicos de interesse aos pacientes.
As doenças neurológicas se caracterizam por sintomas tão diversos como uma dor de cabeça ou uma visão dupla. A variedade de sintomas é tão vasta e complexa, que nós neurologistas temos de perguntar muitas coisas antes de chegar ou tentar chegar a um diagnóstico. E além disso, muitas vezes não nos sentimos capazes, como pacientes, de dizer exatamente o que estamos sentindo, justamente por que não sabemos explicar os sintomas ao médico. Isso acaba por dar um nó na cabeça do médico. Portanto, algumas dicas de o que pesquisar em si próprio antes de ir à consulta pode ajudar o seu médico, e a você portanto, a dar o seu diagnóstico.
1. Observe sua dor de cabeça. Verifique se ela é do tipo que pulsa (lateja), aperta, pesa, queima ou é como pontada. Isso é muito útil e auxilia no diagnóstico. Cheque se ela começou bem devagar e foi aumentando, ou se já começou bem forte. Isso ajuda no diagnóstico. Tente se lembrar do tempo que demorou para ela chegar ao máximo de dor. Veja a localização da dor, se é na frente, atrás, ou dos lados, ou atrás, acima ou abaixo do olho. Diga se ela é de um lado só ou bilateral.
2. Evite termos como "tenho dor de cabeça há um tempinho", ou "tenho essa fraqueza há bastante tempo". Essa informação é vaga demais, e não nos ajuda em nada. Bastante tempo para uma pessoa pode ser algumas semanas, e para outras alguns meses ou anos. Isso é bem diferente quando se tenta fazer diagnósticos em neurologia. Seja específico. Tente se lembrar quando exatamente, ou mais ou menos, o sintoma começou, em horas, dias, semanas, meses ou anos.
3. Seja sempre bem explicativo, diga tudo o que sente. Tente relacionar todos as queixas, em ordem de aparecimento. Por exemplo, "Há cerca de 2 semanas começou uma dor de cabeça atrás do olho esquerdo, que ia e voltava, latejava, a luz incomodava, barulho incomodava (antes não incomodava, mas agora incomoda), e a visão do olho esquerdo começou a ficar turva". Você pode dizer: "Mas espere um pouco, é tarefa do médico me perguntar isso". Certo, mas se você disser espontaneamente o que sente, sai muito mais natural, e é você que está sentindo os sintomas. Logo, ninguém melhor que o paciente para nos dar cada detalhe do que está sentindo. Mas se, de repente, nos sentirmos em dúvida, podemos interromper sua explanação para lhe perguntar algo pertinente.
Falaremos mais depois.
As doenças neurológicas se caracterizam por sintomas tão diversos como uma dor de cabeça ou uma visão dupla. A variedade de sintomas é tão vasta e complexa, que nós neurologistas temos de perguntar muitas coisas antes de chegar ou tentar chegar a um diagnóstico. E além disso, muitas vezes não nos sentimos capazes, como pacientes, de dizer exatamente o que estamos sentindo, justamente por que não sabemos explicar os sintomas ao médico. Isso acaba por dar um nó na cabeça do médico. Portanto, algumas dicas de o que pesquisar em si próprio antes de ir à consulta pode ajudar o seu médico, e a você portanto, a dar o seu diagnóstico.
1. Observe sua dor de cabeça. Verifique se ela é do tipo que pulsa (lateja), aperta, pesa, queima ou é como pontada. Isso é muito útil e auxilia no diagnóstico. Cheque se ela começou bem devagar e foi aumentando, ou se já começou bem forte. Isso ajuda no diagnóstico. Tente se lembrar do tempo que demorou para ela chegar ao máximo de dor. Veja a localização da dor, se é na frente, atrás, ou dos lados, ou atrás, acima ou abaixo do olho. Diga se ela é de um lado só ou bilateral.
2. Evite termos como "tenho dor de cabeça há um tempinho", ou "tenho essa fraqueza há bastante tempo". Essa informação é vaga demais, e não nos ajuda em nada. Bastante tempo para uma pessoa pode ser algumas semanas, e para outras alguns meses ou anos. Isso é bem diferente quando se tenta fazer diagnósticos em neurologia. Seja específico. Tente se lembrar quando exatamente, ou mais ou menos, o sintoma começou, em horas, dias, semanas, meses ou anos.
3. Seja sempre bem explicativo, diga tudo o que sente. Tente relacionar todos as queixas, em ordem de aparecimento. Por exemplo, "Há cerca de 2 semanas começou uma dor de cabeça atrás do olho esquerdo, que ia e voltava, latejava, a luz incomodava, barulho incomodava (antes não incomodava, mas agora incomoda), e a visão do olho esquerdo começou a ficar turva". Você pode dizer: "Mas espere um pouco, é tarefa do médico me perguntar isso". Certo, mas se você disser espontaneamente o que sente, sai muito mais natural, e é você que está sentindo os sintomas. Logo, ninguém melhor que o paciente para nos dar cada detalhe do que está sentindo. Mas se, de repente, nos sentirmos em dúvida, podemos interromper sua explanação para lhe perguntar algo pertinente.
Falaremos mais depois.
domingo, maio 15, 2011
Vasos da parte posterior do cérebro
Conforme discutido antes, temos dois conjuntos de vasos cerebrais - A circulação anterior e a posterior. Já discutimos sobre a anterior (carótidas e artérias cerebrais anterior e média), e falaremos brevemente da circulação posterior.
Esta é formada pelos seguintes vasos:
1. Artérias vertebrais - Saem das artérias que vão para os braços (as artérias subclávias), e dirigem-se à cabeça através das vértebras (daí o nome delas). São uma de cada lado (duas, portanto), e juntam-se na frente do tronco cerebral para formar a artéria basilar. A artéria vertebral origina uma pequena artéria chama de PICA (Lê-se paica) (artéria cerebelar póstero-inferior), que vai para a parte baixa do tronco e para o cerebelo. A obstrução dessa artéria pode dar derrame, assim como a obstrução ou lesão da artéria vertebral antes da origem dessa artéria.
2. A artéria basilar é uma única artéria calibrosa que sobe pelo tronco cerebral. Essa artéria pode ser vista na figura acima como uma artéria única, grande, e que dá origem a duas outras artérias calibrosas acima, das quais iremos falar logo.
3. A artéria basilar dá origem a outras artérias, que vão suprir sangue para o tronco cerebral:
3.1. Artéria cerebelar ântero-superior (AICA)
3.2. Artéria cerebelar superior
3.3. Várias pequenas artérias menores, sem nomes definidos.
4. A artéria basilar dá origem no seu final às duas artérias cerebrais posteriores, que vão dar sangue para uma parte importante do cérebro, os lobos occipitais (onde, entre outras coisas, ficam os centros da visão) e para uma parte importantíssima do cérebro, chamada de tálamo.
Nesta figura você vê o cérebro de baixo para cima. Há várias outras artérias no cérebro, menos importantes para o seu conhecimento.
Bem, este artigo realmente é difícil de entender, mas com as figuras espero ajudar na sua compreensão.
Esta é formada pelos seguintes vasos:
1. Artérias vertebrais - Saem das artérias que vão para os braços (as artérias subclávias), e dirigem-se à cabeça através das vértebras (daí o nome delas). São uma de cada lado (duas, portanto), e juntam-se na frente do tronco cerebral para formar a artéria basilar. A artéria vertebral origina uma pequena artéria chama de PICA (Lê-se paica) (artéria cerebelar póstero-inferior), que vai para a parte baixa do tronco e para o cerebelo. A obstrução dessa artéria pode dar derrame, assim como a obstrução ou lesão da artéria vertebral antes da origem dessa artéria.
| http://www.medicinageriatrica.com.br/wp-content/uploads/2007/12/vertigem.jpg |
2. A artéria basilar é uma única artéria calibrosa que sobe pelo tronco cerebral. Essa artéria pode ser vista na figura acima como uma artéria única, grande, e que dá origem a duas outras artérias calibrosas acima, das quais iremos falar logo.
3. A artéria basilar dá origem a outras artérias, que vão suprir sangue para o tronco cerebral:
3.1. Artéria cerebelar ântero-superior (AICA)
3.2. Artéria cerebelar superior
3.3. Várias pequenas artérias menores, sem nomes definidos.
| http://www.ineuro.com.br/wp-content/uploads/basilar-and-vert.jpg |
4. A artéria basilar dá origem no seu final às duas artérias cerebrais posteriores, que vão dar sangue para uma parte importante do cérebro, os lobos occipitais (onde, entre outras coisas, ficam os centros da visão) e para uma parte importantíssima do cérebro, chamada de tálamo.
| http://www.rccc.eu/ucimanacor/Ictus/PosterCodigoIctus_archivos/cp/cp.gif |
Nesta figura você vê o cérebro de baixo para cima. Há várias outras artérias no cérebro, menos importantes para o seu conhecimento.
Bem, este artigo realmente é difícil de entender, mas com as figuras espero ajudar na sua compreensão.
segunda-feira, maio 09, 2011
Quantos vasos sanguíneos o cérebro tem? Continuação
Esta pergunta equivale a perguntar quantas gotas de água tem o oceano? Ou seja, não é possível contar. Mas é possível saber quais são os vasos principais, aqueles que podemos ver em exames de imagem como tomografia e ressonância, e que são de maior importância nas doençs neurológicas.
O cérebro possui artérias e veias. As artérias são vasos que levam o sangue com oxigênio para os tecidos, vindo do coração. Já as veias levam o sangue pobre em oxigênio e cheio de produtos do metabolismo dos tecidos de volta ao coração para ser limpo e oxigenado pelos pulmões.
O sangue arterial geralmente é vermelho brilhante, e o venoso é um pouco mais escuro, arroxeado. E o cérebro possu os dois tipos de vasos.
Entre as artérias, temos dois conjuntos principais, as artérias chamadas da circulação anterior, e as da chamada circulação posterior. As artérias da circulação anterior são assim chamadas por que suprem a parte da frente do cérebro, os 2/3 anteriores dele. São as artérias carótidas internas, uma de cada lado, e elas saem de uma artéria maior, na verdade a maior do corpo, a artéria aorta. As da circulação posterior também o são assim chamadas por que suprem a parte de trás do cérebro, e são as artérias vertebrais, também uma de cada lado. Estas artérias, quando dentro do cérebro, unem-se para formar uma artéria só, chamada de artéria basilar.
Destas artérias, carótidas, vertebrais, e basilar, saem ramos como pequenos afluentes de um rio maior, e que vão para as diversas partes do cérebro.
As artérias carótidas saem da aorta e dividem-se em carótida interna, que vai para a cabeça, e externa, que vai para a face. A carótida interna é demonstrada na figura abaixo:

Essa figura veio daqui: http://www.santagenoveva.com.br/santagenoveva/dicas_avc.htm
A artéria carótida interna tem uma porção fora da cabeça (extracraniana) e uma dentro da cabeça (intracraniana). A porção intracraniana, continuação da extracraniana, é mostrada aqui:

Essa figura veio daqui: http://www.angiomax.com.br/tratamento.html
O cérebro possui artérias e veias. As artérias são vasos que levam o sangue com oxigênio para os tecidos, vindo do coração. Já as veias levam o sangue pobre em oxigênio e cheio de produtos do metabolismo dos tecidos de volta ao coração para ser limpo e oxigenado pelos pulmões.
O sangue arterial geralmente é vermelho brilhante, e o venoso é um pouco mais escuro, arroxeado. E o cérebro possu os dois tipos de vasos.
Entre as artérias, temos dois conjuntos principais, as artérias chamadas da circulação anterior, e as da chamada circulação posterior. As artérias da circulação anterior são assim chamadas por que suprem a parte da frente do cérebro, os 2/3 anteriores dele. São as artérias carótidas internas, uma de cada lado, e elas saem de uma artéria maior, na verdade a maior do corpo, a artéria aorta. As da circulação posterior também o são assim chamadas por que suprem a parte de trás do cérebro, e são as artérias vertebrais, também uma de cada lado. Estas artérias, quando dentro do cérebro, unem-se para formar uma artéria só, chamada de artéria basilar.
Destas artérias, carótidas, vertebrais, e basilar, saem ramos como pequenos afluentes de um rio maior, e que vão para as diversas partes do cérebro.
As artérias carótidas saem da aorta e dividem-se em carótida interna, que vai para a cabeça, e externa, que vai para a face. A carótida interna é demonstrada na figura abaixo:
Essa figura veio daqui: http://www.santagenoveva.com.br/santagenoveva/dicas_avc.htm
A artéria carótida interna tem uma porção fora da cabeça (extracraniana) e uma dentro da cabeça (intracraniana). A porção intracraniana, continuação da extracraniana, é mostrada aqui:
Essa figura veio daqui: http://www.angiomax.com.br/tratamento.html
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