segunda-feira, abril 16, 2012

Os núcleos da base - O globo pálido

O nome deste núcleo tem a ver com sua coloração quando visto no cérebro cortado, mais pálido que os outros núcleos. Ele fica logo adjacente ao putâmen, e estes dois núcleos, quando vistos em corte, apresentam a forma de uma lente - daí o nome do conjunto dos dois se chamar núcleo lentiforme.

Observe abaixo:

https://encrypted-tbn2.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSMYkS9ovWiIAczncA7e-NZVt6jNnJWKQmm2Q_Hm3uQgS5OS8ujWg
O globo pálido é esta estrutura em verde no meio do cérebro. Em azul acima está o caudato, e abaixo o putâmen. 

Observe mais:

http://www.psicoactiva.com/atlas/estriado.jpg
Esta figura mostra a relação espacial entre os núcleos já discutidos neste blog.

O globo pálido possui duas parte, uma mais externa (GPe ou globo pálido externo) e uma mais interna (GPi ou globo pálido interno). O GPe faz parte de um circuito mais complexo de modulação de informações que vêm do córtex. Já o GPi cuida da modulação direta do tálamo, a estrutura que controla o córtex. 

O globo pálido possui como substância de suas sinapses (neurotransmissor) o GABA (Ácido gama aminobutírico) que é inibitório, ou seja, inibe os neurônios com os quais se liga. Sua função, logo, é receber informações do putâmen, do caudato e de outros núcleos que, por sua vez, recebem informações do córtex, e modular estas informações que seguem ao tálamo.

Assim, sem o globo pálido, não haveria controle dos comandos que chegam ao tálamo para serem re-encaminhados ao córtex.

Há várias doenças que afetam o globo pálido, como a intoxicação por monóxido de carbono, que causa uma síndrome parkinsoniana, intoxicação por manganês, que também leva ao parkinsonismo (leia neste blog sobre parkinsonismo), doenças degenerativas como a degeneração associada à pantotenato quinase (ufa!), antes chamada de doença de Hallervorden-Spatz (ufa!!!), e outras doenças.

O globo pálido é também um dos alvos para cirurgias em doença de Parkinson, como a palidotomia e a estimulação cerebral profunda.

Um comentário:

  1. Bom dia Dr. Sallem, meu nome é Armando Carvalhaes. Sou Terapeuta Energético e trabalho com terapias alternativas há mais de vinte anos. Estou iniciando um estudo sobre a Síndrome de Tourette, a qual meu filho foi diagnosticado quando tinha 7 anos. Gostaria imensamente da sua ajuda para tentar entender, de forma mais didática como funciona o cérebro da pessoa que possui esta síndrome, em relação ao cérebro de uma pessoa sem a mesma. Como leigo, estou tentando entender o que realmente acontece com as regiõesdo cérebro com uma descrição realmente para leigo, para que eu possa entender esquematicamente. Seria possível? meu email é armando.celso@gmail.com
    Gratidão!

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Comente na minha página do Facebook - Dr Flávio Sekeff Sallem,
Médico Neurologista